Archive for the ‘Uncategorized’ Category

dos caminhos que se bifurcam [fim de ano]

Saturday, December 24th, 2011

ISEA2011

Friday, September 23rd, 2011

from Sept 14 to 21: @ Istanbul, taking part in the ISEA2011

Mobile Crash recebe Menção Honrosa no Ars Eletronica

Monday, May 17th, 2010

A instalação interativa Mobile Crash recebe Menção Honrosa no evento mais importante do mundo dedicado às chamadas novas mídias. Sediado em Linz, na Áustria o Ars Eletronica distribui prêmios e distinções anuais.

Mobile Crash ainda não foi apresentado no Brasil, mas apenas na exposição Geografias Celulares, em suas edições na Argentina e Peru.

Receber esta distinção é mesmo um incentivo a continuar produzindo instalações dessa natureza, que exigem ajustes e cuidados bastante complexos na sua montagem, algo nem sempre bem visto pelas instituições ou espaços expositivos que se dispõem a abrigar projetos envolvendo interatividade. Mobile Crash foi desenvolvido com a ajuda de Ricardo Palimieri, Roger Sodré, Paloma Oliveira e Lucas Gervilla, emprega software livre (Ubuntu, Pure Data, e openFrameworks) e é uma sistema robusto: em seus 3 meses de exibição na Argentina e quase 4 em Lima, não houve notícia de problemas técnicos ou definciência no funcionamento.

O ambiente criado pelas 4 projeções em grande escala, pelo detector de vetores e pelos ruídos disparados a partir das interações cria um conjunto envolvente, que incita uma participação ‘aditiva’ que tem se mostrado catártica e ao mesmo tempo aponta para um pensamento mais crítico com relação ao consumo e à obsolescência de aparatos tecnológicos nos dias de hoje.

Enquanto o projeto não é mostrado por aqui, vamos preparando sua exibição em pelo menos duas exposições na Europa neste ano: no ISEA na Alemanha e em mostra justo ao próprio Ars Eletronica.

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Veja a lista dos demais premiados no Ars Eletronica aqui:

Mais informações sobreo  Mobile Crash nos seguintes links, a partir deste blog:

Descrição do projeto, vídeos e ficha técnica:

http://lucasbambozzi.net/projetosprojects/mobile-crash/

http://vimeo.com/10054233

http://vimeo.com/10053739

Geografias Celulares no Peru

http://lucasbambozzi.net/2010/02/27/mobile-crash-em-lima-peru/

Artigos na imprensa entre Argentina e Peru

http://lucasbambozzi.net/2009/11/22/los-mapas-del-futuro-desde-argentina/

http://elcomercio.pe/noticia/462399/se-puede-hacer-arte-celular

http://centro.fundaciontelefonica.org.pe/geo_celulares_intro.htm

Comentário de Lorea Iglesias @ Mobile Art blog

http://artismobile.wordpress.com/2010/05/23/mobile-crash-creacion-destructiva/

Pico-videomapping

Sunday, April 11th, 2010

more info:

http://lucasbambozzi.net/projetosprojects/presencas-insustentaveis/

http://lucasbambozzi.net/2010/03/24/presencas-insustentaveis-exposicao-em-cartaz/

The Media City, workshop in Amsterdam

Friday, March 26th, 2010

From March 22 – April 3, 2010, the Netherlands Media Art Institute and Time Frame will host ‘The Media City’ workshop, dedicated to the exploration of narrative architecture and social interaction on public spaces.

The Media City is a specialized project development workshop for urban projections, taking place in Amsterdam. From March 22 to April 3, eight international artists from Sao Paulo, Lima, Durban, Douala and the Netherlands will be given the opportunity to explore the possibilities of visual programming interfaces for urban facades, and develop their own site specific concept.

The Media City investigates architecture as narrative and social interaction in public space. It is investigating how these specific languages, spaces of cultural meaning, can be translated into media art projects, in which similarities from African and Latin American cities can be found and re-interpreted in Amsterdam.

Architecture plays an important part in the formation of national identities and, hence, the project holds a great potential of allowing artistic examinations into national boundaries, similarities and trans-national visions.

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Participants artists:

Lucas Bambozzi (BR), Gloria Arteaga (PE), Goody Leye (CM), Doung Jahangeer (ZA), Mayura Subhedar (IN/NL), Marnix de Nijs (NL), Edwin van der Heide (NL) and Walter Langelaar (NL). The tutor is: Alexis Anastasiou (BR), Director / VJ of Visualfarm, Brazil

The event includes 3 semi-public lectures. These three evening sessions with artists presentation will try to bring in as much expertise and viewpoints as possible and will foster discussions about the workshop theme among artists, theoreticians, cultural workers and audience. The sessions are interlinked and designed to initiate an ongoing discussion among the participants. The conference language is English.

- Tuesday, March 23, 20:00 – 22:00 : Edwin van der Heide ,Gloria Arteaga, and Doeng Jahangeer.

– Monday, March 29, 20:00 – 22:00: Mayura Subhedar, Goody Leye and Alexis Anastasieu.

- Thursday, April 1, 20:00 – 22:00 : Marnix de Nijs, Lucas Bambozzi and Walter Langelaar.

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more info: http://nimk.nl/nl/the-media-city-workshop

A ventania que vier

Tuesday, January 26th, 2010

Ready for the storm

Tuesday, January 26th, 2010

Entrevista para Revista Aplauso – RS

Tuesday, January 26th, 2010

Entrevista por email para Fernanda Albuquerque, então pesquisadora free-lancer e jornalista junto à Revista Aplauso, editada em Porto Alegre, RS (dez. 2004)

Lucas Bambozzi interviewed by Fernanda Albuquerque

[free-lancer researcher and and collaborator for Revista Aplauso - Porto Alegre, Brazil]

unpublished . december 2004

Fernanda Albuquerque: Por que o seu interesse em trabalhar, tanto como artista, quanto como pesquisador e curador, no campo da arte e tecnologia?

Lucas Bambozzi: Não se trata exatamente de “interesse”, mas de um desdobramento natural de atividades inter-relacionadas. Não consigo mais deixar de ver todas essas coisas todas conectadas entre si. Minha proximidade com o campo da arte e tecnologia foi acontecendo através de trabalhos que se utilizam das mídias [dentro do conceito de media art] o que pressupõe pesquisas e procedimentos envolvendo tecnologias recentes de comunicação, informação e práticas artísticas associadas a esses meios. E por sugestão desta pergunta, observo meu percurso como realizador de vídeo ao longo dos anos 90 e me sinto bastante “autorizado” a continuar desenvolvendo pesquisas da mesma natureza, porém utilizando mídias mais recentes. E constato também que estive envolvido de forma bem “distribuída” como artista e curador, que são atividades que demandam e fortalecem formas de pesquisa. Mais do que me dispor a fazer o que acho que sei fazer, procuro fazer o quero aprender tambem. Isso me estimula a transitar entre as mídias, a buscar novas combinações entre as linguagens existentes. Acho que uma coisa alimenta a outra.

FA: A produção artística sempre se relacionou, de uma forma ou de outra, com as inovações técnicas e científicas de seu tempo. Por que, no entanto, a expressão “arte e tecnologia” começou a ser empregada apenas neste século? Houve uma acentuação dessa relação?

L: A produção de arte ligada às tecnologias atuais possui algumas atualizações e especificidades que merecem ser consideradas. Essas relações hoje se dão de forma mais intrincada, pois ao mesmo tempo em que estamos falando de algo situado no terreno das artes visuais, ao falar de arte e tecnologia hoje estamos falando de cruzamentos com outras tantas áreas do conhecimento que se tornaram pauta de discussões urgentes (no campos estéticos, éticos, políticos, sociais, culturais, etc. E essa complexidade de relações cresce na medida em que surgem mídias novas, na medida em que em que velho paradigmas são superados, dando lugar a novos conflitos.

As relações entre arte e ciência hoje abordam questões que a própria ciência desconhece, como por exemplo experiências envolvendo a genética (transgênicos, clonagens), a nanotecnologia (obras não-mensuráveis), vida artificial (a imprevisibilidade de comportamento de seres sintéticos) ou robótica avançada (a simbiose homem-máquina). No âmbito dos meios interativos, algumas obras de net arte, web arte, arte telemática, ou que se utilizam das mídias de forma tática, desestruturaram muitas convicções nas práticas curatoriais [e surgiram outras]. Na verdade, prefiro não fazer muitas comparações com as conexões existentes nos séculos passados. A tecnologia hoje molda mais diretamente nossa sociedade e nossa cultura. E acho que não apenas as relações entre arte e tecnologia mudaram mas o próprio conceito de arte vem sofrendo abalos constantes, em vista do contexto atual.

FA: Quando os artistas começaram a se apropriar de inovações tecnológicas (xérox, fax, vídeo), existia uma idéia de subverter esses meios, certo? E hoje? Essa idéia de subversão também está presente no uso que os artistas fazem de tecnologias como a internet, a robótica e genética, por exemplo?

Acho que persiste a idéia de subversão em muitos casos, mas novamente não podemos generalizar, pois o contexto é bem complexo. A não-utilidade da arte para mim ainda constitui para mim um de seus mais interessantes estatutos e um ponto diferenciador entre artistas de um lado e cientistas, programadores e técnicos de outro. Aí residiria um ponto de subversão, independente da mídia utilizada.

Mas observando mais de perto, na maioria dos casos mais atuais, não são os meios que estão sendo subvertidos, mas o sistema que viabiliza sua existência. Muitas obras de internet não subvertem ou causam qualquer ruído à rede em sí, mas algumas induzem formas de conscientização de seu funcionamento, outras promovem “encontros” improváveis, outras direcionam a atenção para aspectos até então invisíveis, outras proporcionam experiências mais sensoriais ou estéticas.

No caso de um campo emergente, ligado às tecnologias da comunicação móvel, por exemplo, temos elementos complicadores, pois o meio já é dominado por grandes corporações (sejam os fabricantes, sejam as operadoras, o que acontece de forma mais ou menos igual em todo o mundo) que num primeiro momento parece não deixar grandes frestas para subversões. Apesar de alguns terminais terem sistemas operacionais baseados em Java [um sistema do tipo open-source] tudo depende de uma rede que tem que vem sendo controlada de forma bem rigorosa, não havendo sistemas autônomos operando em redes paralelas por exemplo. Mesmo assim alguns artistas vem conseguindo algumas proezas via recursos de bluetooth, elaborando aplicativos domésticos ou a partir de conexões com outras redes como a internet [que em teoria, ainda não pertence a nenhuma corporação], sugerindo outras formas de utilização dessas tecnologias notadamente proprietárias e controladas.

Mas a idéia de subversão ligada a arte realmente requer maiores cuidados. Se pensarmos que a desmontagem de um computador para a criação de um sistema específico em uma instalação pode ser considerada uma subversão, então diria que isso acontece o tempo todo. Os casos não se somam numa única equação. Muitos artistas hoje utilizam das mídias recentes como forma de questionar a própria tecnologia envolvida, outros como forma de atingir o próprio sistema da arte produzida para/na rede. Outros como forma de a[r]tivismo político. Mas isso vem sendo feito por não-artistas também e muitas vezes de forma extremamante eficiente.

E há aqueles mecanismos, também situados à margem da arte mas que realmente causam danos e avarias, como os virus, que em raros casos foram associados a obras artísticas, apesar de serem criações de mentes muitas vezes super-dotadas e geniais. A pirataria de software por exemplo, acontece silenciosamente, como se fosse uma vingança de classes, um levante contra o capital internacional, numa impressionante organização que envolve trocas peer-to-peer, criação de códigos, e programação avançada, mas nem por isso se constitui como movimento de subversão autêntico, especialmente por não propor alternativas, por não ser edificante ou assertiva.

Performance

Saturday, January 23rd, 2010
Zander Bloom, Rui Gato e Hiraku Suzuki em improviso inesquecível no RBHOA.

Zander Bloom, Rui Gato e Hiraku Suzuki em improviso ruido-visual inesquecível no RBHOA (dezembro de 2009, São Paulo)

Meandros: tempo e fluxo

Sunday, January 10th, 2010

A instalação Meandro foi criada a partir de um convite dos organizadores da exposição Tempo[buscar] em pensar uma obra que sugerisse “um cordão entre o Rio Piracicaba e o tempo da cidade, tomando-o como um relógio no inconsciente coletivo da população”.* (não sei de quem é essa frase)

A partir de incursões pelo rio, em visitas descompromissadas que se deixaram afetar pelo fluxo das paisagens, formas de ocupação e relações casuais que se passam em suas margens, a instalação reflete uma aproximação livre e notadamente subjetiva do contexto retratado.

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Meandro

2009, 20 minutos (loop)

videoinstalação ‘site-specific’ com 3 canais de vídeo sincronizados

concepção e imagens: Lucas Bambozzi

imagens, assistência de direção e edição: Paloma de Oliveira

produção: SESC Piracicaba

Alguns projetos anteriores foram também influenciados por experiências de imersão ou observação em contextos fluviais marcantes. O documentário Do Outro Lado do Rio (88 min. 2004), por exemplo, também presente na exposição, foi rodado às margens do Rio Oiapoque, que separa o Brasil da Guiana Francesa. Ali, o diretor buscou retratar personagens que pudessem dar conta da complexidade de situações que envolvem a fronteira e toda a economia informal e clandestina que intersecciona os entre os dois países.

Em um projeto recente, Outros Silverinos Remix (40 min. 2009, co-dirigido por Fernão Ciampa) o foco das câmeras aponta para o rio Capibaribe (Recife), que simboliza no trabalho (inspirado em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto), os fluxos migratórios correntes no Brasil e no mundo, o ir-e-vir em tempos de mobilidade e deslocamento, e a diversidade de referências que moldam a cultura audiovisual num eixo imaginário entre Pernambuco e São Paulo.

Em Meandros, se evidenciam as rupturas advindas de uma possível transformação individual diante das sinuosidades e situações marginais do rio, em suas diversas sugestões de temporalidades, em sua imponência que faz a vida ribeirinha ser vivida de forma diferente.

lucas bambozzi

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extrato do vídeo panorâmico gravado em trechos do rio:

desenho técnico de montagem da instalação