Tag Archives: videoarte

VISUALISMO [ARTE, TECNOLOGIA E CIDADE]

A primeira edição do Visualismo – Arte, Tecnologia e Cidade, aconteceu no Rio de Janeiro, em três etapas ao longo de 2015. A última etapa do ano foi entre 6 e 12 de setembro, em uma espécie de festival com 26 trabalhos apresentados em forma de projeção de vídeo em larga escala em espaço públicos (Parque Madureira, Central do Brasil e alguns prédios da Praça Mauá). É um projeto que trata das especificidades do contexto urbano, em ações para além da lógica dos espaços institucionais.

Fui convidado para fazer a curadoria dessa primeira edição, o que foi se mostrando um trabalho bastante amplo, envolvendo formatação de seminário, laboratórios de criação, acompanhamento de artistas, etc, em muitos processos de decisão, escolha (re)planejamentos e constante pesquisa. Tudo feito com muito prazer, com uma equipe incrível.

logo visualismo fundo branco_peq

VISUALISMO, SENSAÇÕES VISUAIS NA CIDADE
O espaço não é um dado fixo. Ele é moldado pelo uso. Que espaço é esse?

VISUALISMO coloca foco em manifestações artísticas que articulam novas sintaxes audiovisuais e se lançam para espaços abertos, adotando como suporte um pouco da imaterialidade da imagem em movimento, um pouco da arquitetura urbana, um pouco de uma arte em consonância com as tensões da cidade.

São experiências que refletem o uso expressivo de novas técnicas, afirmando formatos em processo, afetados por softwares de áudio e vídeo, pelas mudanças nas tecnologias de projeção de imagens em movimento, por possibilidades de articulação de tempo-espaço ainda em desenvolvimento,pelo diálogo com linguagens heterogêneas, estabelecidas ou não.Falamos de linguagens que não cabem dentro do esperado, que demandam uma nova atenção ao espaço à nossa volta,a partir da emergência de formatos que questionam a rigidez do acontecimento da obra em seus suportes ou ‘palcos’pré-definidos.

Pensamos na praça, na projeção ao ar livre, no prédio abandonado, nos habitantes em deriva, na heterogeneidade do centro da cidade, na tensão entre ideologias,na possibilidade de entendimento a partir de campos simbólicos abertos a interpretações,talvez menos dicotômicas.

Pensamos em zonas de intersecção, permeadas por pensamentos híbridos, quedariam novo vigor a uma configuração visual,entre arquitetura e imagem, que dariam conta de formatos que nem sempre se encaixam em estruturas previamente dadas.

VISUALISMO dá as boas-vindas a novos cinemas, a outras possibilidades de uma mesma essência cinemática. Antevê projetos experimentais que envolvemo suporte incerto como desafio, como parte da obra, e dá visibilidade ao espaço coletivo em que a obra acontece, em iniciativas que levam em consideração a realidade social de seu entorno.

VISUALISMO entende a cultura digital de nosso presente como um campo onde parece possível retomar modelos sinestésicos de percepção, potencializando os sentidos, brincando com seus cruzamentos, fazendo fluir mais livremente as linguagens que reverberam entre o corpo e o ambiente coletivo.

É isso: VISUALISMO aposta no ‘entre’ uma vez mais: entre a arte contemporânea e o cinema na praça, entre a tela limpa e aquela carregada de história, entre a convenção do espaço e o uso que se faz dele.

Lucas Bambozzi [curador – Visualismo]

mais: www.visualismo.com.br

 

Curto Circuito [Último Suspiro] no Sistema ECOS

sistemas ecos2

Curto Circuito [Último Suspiro], 2014

de Lucas Bambozzi

Instalação com 30 TVs de tubo tipo CRT . obra site-speceific para o Sistema ECOS

Uma espécie de videowall abandonado, formado por TVs que pulsam uma imagem ‘entranhada’, efeito colateral de sua condição eletrônica pré-digital. Em estado de entropia com a natureza, emitem um “último suspiro” de raio catódico. Retrato de precariedades e da obsolescência voraz nas tecnologias de imagens, há algo de incômodo nesse refluxo, talvez por sermos testemunhas de uma arqueologia que opera em nosso presente.

Screen Shot 2014-09-14 at 14.43.50

Em meio às árvores, notamos uma montanha de TVs de tubo, no solo da praça Victor Civita. Aparentemente sem funcionamento, parecem ali há algum tempo, como mais uma forma de descarte de material eletrônico. Mas as telas cintilam, como uma descarga de luz, um lampejo de imagens aprisionadas, em curto-circuito reincidente.

ver mais informação na página do projeto aqui

 

Equipe de criação:

criação: Lucas Bambozzi

produção: Larissa Alves

desenvolvimento e cenografia: Leo Ceolin

cenotecnia: Sergio Lippe

 

Artistic residency in Netherlands

Impakt has selected the Brazilian artist Lucas Bambozzi for the residency in Utrecht, NL.

The residency foresees the development of a project related to the theme “The Right to Know”, along July and August 2011.

About Impakt:

The Impakt Foundation focuses on presenting and stimulating innovative audiovisual artsin an interdisciplinary context. To this end Impakt organises the annual Impakt Festival and year-round Impakt Events; short projects centering a certain theme, movement, or artist. It also launches annual net.art projects on its webgallery Impakt Online (www.impaktonline.nl). Beside this, Impakt runs the production house and residency programme Impakt Works. Raising Impakt is the educational programme for schoolkids and students.

Vídeo, projeções e instalações em ambientes inóspitos.

Oficina: de 28 a 31 de julho

Vídeo, projeções e instalações em ambientes inóspitos.

com Eder Santos e Lucas Bambozzi

Final da oficina Vídeo Inóspito na Serrinha.

Ocorreu pela segunda vez a oficina de realização de projetos de vídeo para locais e contextos específicos.

A oficina envolve a produção de instalações nos arredores da Fazenda Serrinha e em outros locais onde o contexto e as condições locais se impõem.

Presenças Insustentáveis, exposição em cartaz

A exposição ‘Presenças Insustentáveis’ é composta por uma instalação que ocupa todo o andar térreo da galeria Luciana Brito, criando um ambiente arquitetônico moldado por projeções de vídeo que modificam lentamente o espaço interior.

maiores informações sobre o projeto: clique aqui!

veja imagens da montagem nos posts do making of:

http://lucasbambozzi.net/2010/03/19/presencas-insustentaveis-mini-mapping/

http://lucasbambozzi.net/2010/03/13/making-of-presencas/

serviço:

de 17 de março a 17 de abril
Luciana Brito Galeria
Rua Gomes de Carvalho, 842
telefones 11 3842 0634 / 3842 0635

http://www.lucianabritogaleria.com.br

Cinema de Artista no MAM-BA

Compilação e meus trabalhos audiovisuais na Bahia. Abaixo descrição do projeto permanente, no site do MAM-BA.

Cinema-de-Artista_virtual

Flyer do programa Cinema de Artista, com meus trabalhos. A foto é do documentário Do Outro Lado do Rio (2004, 89min)

Cinema de Artista

O projeto Cinema de Artista, do Museu de Arte Moderna da Bahia, traz a Salvador, em sua quarta edição, o documentarista, videoartista e produtor Lucas Bambozzi. A abertura acontece no dia 29 de outubro, às 18h, com exibição do documentário 8 ou 80 BH Underground seguido por bate-papo com Danillo Barata, artista e videomaker, Karla Brunet, fotógrafa e crítica de arte eletrônica, João Rodrigo, cineasta e produtor e com o próprio Bambozzi. As exibições compreendem duas programações que se revezam e ficam em cartaz de 30 de outubro a 06 de novembro, das 16h às 18h. As sessões são gratuitas e a programação completa pode ser conferida no endereço www.mam.ba.gov.br.

A seleção dos trabalhos foi feita por Solange Farkas, diretora do MAM-BA e criadora do Videobrasil.

Trabalhos exibidos:

PROGRAMAÇÃO CINEMA DE ARTISTA

Exibição:

8 ou 80 BH Underground. 55 MINUTOS
Sinopse
O documentário resgata a cena pós-punk e underground mineira dos anos 80, quando nasciam as bandas de rock new wave, a música eletrônica e as performances audiovisuais ao vivo — e ainda não se conhecia muito bem a palavra multimídia.
Bate Papo de 19h as 20h30

Programa I

30 de Outubro; 03, 05 de Novembro

Exibição da Programação Cinema de Artista – 16h às 18h de terça a sexta-feira

Duração da programação: 126m40s

1. Lovestories / 6 minutos
Vídeo experimental
Ano e local de produção: 1992 – Belo Horizonte
Reflexão sobre os extremos da paixão. Ao som de ópera de Verdi, cenas granuladas de um casal se amando misturam-se a aviões de guerra em ação. Na tela e em off, trechos de Oscar Wilde, Caetano Veloso e Godard transmitem desilusão, ceticismo e ironia.

2. Cidade sem janelas / 28 minutos
Documentário experimental
Ano e local de produção: 1994 – São Paulo
Direção: Lucas Bambozzi e Eliane Caffé
Ensaio poético realizado a partir das obras dos 15 artistas reunidos pelo projeto “Arte Cidade”, uma reflexão sobre a experiência estética dentro das grandes cidades. Artistas plásticos, estudiosos e músicos falam da maior metrópole da América do Sul.

3. Ali é um lugar que não conheço (Just there: a place I do notknow.) / 6 minutos
Videopoema / vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1997 – Marrocos/São Paulo
Vídeo poemas experimentais falam do fascínio pelo não-conhecido e pelo não-possuído, do desejo por outro lugar e dos conflitos que ele gera.

4. Oiapoque / 12min.
Documentário
Ano e local de produção: 1998 – Oiapoque/São Paulo
Registro do processo de adentramento na região de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. Pontos de encontro de pequenas histórias e existências: a insatisfação com o estado presente, o eterno ir, o vagar, o apego ao sonho do ouro e da felicidade.

5. Otto, Eu Sou Um Outro /  21 minutos
Ficção experimental
Ano e local de produção: 1998 – Belo Horizonte/São Paulo
Direção: Lucas Bambozzi e Cao Guimarães
Otto é uma ficção em torno de conceitos relativos à duplicidade, dificuldades de comunicação e procura pela simplicidade.

6. Eu não posso Imaginar Parte I (I have no words) / 4” 20”
Vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1999 – São Paulo
1ª parte de uma trilogia de vídeos ligados ao projeto Tormentos. Envolvendo situações de invasão de privacidade e retratando estados alteradas de percepção, o vídeo articula cenas captadas ao acaso na busca por uma forma de registro de imagens interiores e mentais.

7. Eu não posso Imaginar Parte II (I have no words) / 22 minutos
Vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1999 – São Paulo
Um jogo de impressões e auto-expressão onde são desenvolvidas várias possibilidades de elaboração de sentido, procurando a transposição para a imagem, de sensações geralmente consideradas não – verbalizáveis.Como diz um dos personagens: “… é apenas a idéia de como contar uma coisa que é tão difícil de entender e ao mesmo tempo tão simples”. 2ª parte de uma trilogia de vídeos ligados ao projeto Tormentos

8. Aqui de novo / 6min.
Vídeo experimental
Ano e local de produção: 2002 – São Paulo/Londres
Um ensaio sobre algumas contradições contemporâneas: a disparidade entre o que se quer fazer e o que se faz de fato, entre o que se diz e o que se quer dizer, entre o convívio nos espaços públicos e os desejos privados. Elementos: o outro, as janelas, a privacidade, os espaços vazios, a intimidade mediada, voyerismo, situações invasivas, dúvidas.

9. What is erased – what is retained / 6 min
Vídeo-arte
Ano e local de produção: 2002 – São Paulo/Tailândia
O vídeo é um exercício sobre a redundância da imagem faltante. Realizado a partir de cenas de uma luta de box Tailandês.

10. No logo/ no todo / 4 min
Ano e local de produção: 2003 – São Paulo
Série de vídeos produzidos a partir de banco de imagens entre artistas participantes da exposição Imagem Não Imagem de vídeo a partir de estrutura narrativa interativa.

11. Desvios derivas contornos / 8’40’/ 2007 (SP)
Single – channel  vídeo
Ano e local de produção: 2007 – São Paulo
Situações urbanas, impasses, atalhos, ruas sem saída, o interesse pelo ordinário.

————————————————————

Programa II

02, 04, 06 de Novembro
Exibição da Programação Cinema de Artista – 16h às 18h de terça a sexta-feira

1. Postcards – 10 minutos

Série 1: Trabalho em diferentes formatos concebido a partir de uma série de vídeos de curtíssima duração. São situações distintas, retratadas a partir de cartões postais típicos, em várias cidades, sempre ressaltando as particularidades que existem para além do frame que um cartão desse tipo pode revelar.

2. Do Outro Lado do Rio – Lucas Bambozzi (Brasil-SP, 91’, 2004)
O filme é uma viagem aos limites do Brasil, uma investigação sobre a zona indefinida entre as cidades de Oiapoque (Brasil) e Saint Georges de L’Oyapock (Guiana Francesa), onde as identidades se confundem e apenas um rio separa o homem de seus sonhos. Oiapoque é uma zona de intersecção entre o Brasil e a Guiana Francesa, a porta de entrada para uma nova vida em território francês. A cidade tem o maior fluxo de migração das fronteiras brasileiras e testemunha um mundo em trânsito. O foco do documentário são as pessoas e suas histórias. Obstinadas, desesperançadas e insatisfeitas com as condições estabelecidas pela Amazônia, essas pessoas buscam a consolidação de um sonho em geral vago, tênue e incerto. Repleto de personagens com um notável espírito de aventura e legítimos representantes de um tipo de Ulisses contemporâneo, estão sempre planejando sua Odisséia para além das fronteiras.

3. Postcards – 13 minutos
Painéis – Projeção de seqüências de cartões postais exibidos consecutivamente na mesma tela; até o preenchimento completo da área de projeção.

oito ou oitenta [estréia]

oito ou oitenta

underground . poesia . performance . música

documentário de Lucas Bambozzi e Rodrigo Minelli

produzido por Chico de Paula [arquipélago audiovisual]

DOCTV IV – 2009

DSC05160

O documentário resgata a cena pós-punk e underground mineira dos anos 80, quando nasciam as bandas de rock new wave, a música eletrônica e as performances audiovisuais ao vivo — e ainda não se conhecia muito bem a palavra multimídia.

horários:

Rede Minas (MG) – 20/08 quinta às 23h

TV Brasil (RJ) – 20/08 quinta às 23h

TV Cultura (SP) – 21/08 sexta às 22h40

Continue reading

youtag

o Youtag.org nasceu do grupo de pesquisa Interfaces Críticas e de início paracia uma idéia/estrutura meio estranha, passou a ser muito replicado pelas vias da publicidade e por novos algoritimos de navegação. Depois de ser exposto na forma de instalação no Emoção Art.Ficial 4.0 no Itaú Cultural, voltou a ser o que era desde o início, um sistema online de “fabricação” de vídeos a partir de palavras-chave: os tags que hoje regem boa parte da indexação do mundo na Internet. O Youtag ficou algumas semanas fora do ar mas voltou nos ultimos dias com seu banco de vídeos ‘resetado’. Bom momento para iniciar novas experiências de criação audiovisual, em uma estranha forma de “videoarte”.

logo_en

_pra quem quiser ver o processo que ocorrre nos bastidores da web, desde o download dos videos taggeados até a sua transformação em uma nova “coisa”, de autoria “compartilhada”, acesse paralelamente este link:

http://www.youtag.org/teste/projecao.php

O Lugar Dissonante

Picture_salao

O Lugar Dissonante acontece entre 3 de junho e 26 de julho na Torre Malakoff, em Recife. A exposição, que tem curadoria de Lucas Bambozzi e Clarissa Diniz faz parte do 47° Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, e fica em cartaz até o dia 26 de julho.

Nossa idéia foi a de abordar manifestações distintas de tecnologia para repensar relações sociais num mundo mediado, com conexões nem sempre visíveis. A mostra expõe embates com a interatividade, a simultaneidade, o erro, as ideias de futuro e passado, a reflexão sobre o que é high ou low-tech…

Os artistas convidados são: Lourival Cuquinha e Hrönir (PE), Giselle Beiguelman e Maurício Fleury (SP), Paulo Nenflídio (SP), Fernando Velásquez (Uruguai/SP) e Ricardo Carioba (RJ). Como componente sugestivo e de contextualização, apresentamos também um trabalho não instalado: o texto-referência Da Audição: Satisfação Garantida Ou Seu Silêncio de Volta, de Arthur Omar, publicado originalmente no extinto Folhetim da Folha de São Paulo, em julho de 1988 (um número especial em homenagem a Stockhausen). O catálogo, ediato em português, espanhol e inglês traz este texto bem como ensaios críticos sobre a mostra.

A exposição teve cobertura intensa da imprensa não apenas da imprensa local. Foram publicadas resenhas e artigos bastante analíticos (algo que não ocorre com muita frequência nos nichos da arte e tecnologia) também no Canal Contemporâneo e na Revista IstoÉ.

istoe_dissonante

Clarissa, representada em imagem 'tamanho natural' em um dos orelhões que fazem parte do trabalho Ouvidoria, de Lourival Cuquinha e Hönir.

Clarissa, representada em imagem 'tamanho natural' em um dos orelhões que fazem parte do trabalho Ouvidoria, de Lourival Cuquinha e Hönir.

2_coluna_dissonante

Pictcarioba2

Abra, trabalho inédito de Ricardo Carioba apresentado em O Lugar Dissonante. A projeção que ocupa toda a sala é formada por 4 canais de vídeo.