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Puxadinho na Galeria Expandida

O projeto Puxadinho integra a exposição Galeria Expandida (curadoria de Christine Mello) e dialoga com a exposição individual Presenças Insustentáveis – inter-relações com arquitetura, espaço público x privado e representação de processos subjetivos.
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Puxadinho é uma pequena construção na fachada frontal da galeria Luciana Brito. Imagens em uma tela de LCD colocada frontalmente mostram portas e superfícies fechadas sendo forçadas de dentro para fora, como se alguém estivesse tentando abrir esses ambientes fechados. As imagens e o som (abafado e contido) vindos de dentro da pequena casa, em uma situação típica, sugerem um embate entre esferas públicas e privadas, uma anseio em escapar para o espaço externo.

O puxadinho 'funcionando' na frente da galeria.

A obra Puxadinho permance na Galeria Luciana Brito até 20/04/2010 e estabelece relações também com a exposição Presenças Insustentáveis, aberta até 17/04/2010.

X MORADIAS: Presenças Insustentáveis

Fui convidado para o evento X Moradias, onde apresento um projeto que acontece por 5 dias num apartamento situado no centro da cidade (rua General Jardim 373 ap 12, quase esquina com Amaral Gurgel). A idéia reflete experiências anteriores, entre ambientes privados e espaço público, mas dessa vez sem envolver projeções, formas de representação ou tecnologias mais complexas.

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Meu projeto em X Moradias é um desdobramento de questões esboçadas em um trabalho anterior, ainda não finalizado, chamado Presenças Insustentáveis — apresentado como uma espécie de protótipo na exposição 14×32 no 3º, no Sesc Paulista no final de 2007. Ali foi montado um pequeno apartamento cenográfico, em cujas paredes eram anexadas projeções de apartamentos vazios ou habitados por presenças imaginadas.

Nesse projeto que acontece no X Moradias, o apartamento é real, não há projeções e as presenças podem ser sentidas in-loco, envolvendo elementos reais. A assistência, manutenção, cuidados e operação é feita pela Paloma Oliveira.

localização do apartamento transformado

localização do apartamento transformado

Imagens e vídeos aqui em breve. O projeto vai até sábado, dia 27 de junho e a experiência dos percursos entre os vários apartamentos e residências é algo difícil de descrever, imperdível diria.

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Paloma Oliveira, minha fiel escudeira que tocou boa parte do projeto e registrou quase todos os que passaram pelo apartamento enviou um texto. Segue:

Presenças Insustentáveis: kitinet

[relato de Paloma Oliveira]

O ciclo aparece constantemente no pensamento: o ciclo selvagem do gato que corre atrás da galinha lambendo os lábios gatunos, da galinha que roda em círculos e não sabe para onde ir, do ser humano que caça os gatos e os cachorros, o inquilino que foge do proprietário, que suga o inquilino por vezes uma situação que beira o cruel. Que lado tomar? O da constância? O dos instintos comuns? Por que não gatos em gaiolas se pássaros que tem asas são comumente presos ha tantos anos? Por que não aprisionar os gatos? Por que aprisionar um ser? Por que a galinha é idiota? Por que ela merece virar galinhada no final? Quais os parâmetros que definem isso? E tem também os ciclos dos visitantes que mostram como podemos ser tão diferente uns dos outros e no fundo, pouco importa o que se apresenta, tudo depende do que há dentro de cada um.
Mas podemos tirar o contexto de seu local de origem e só de fazer essa inversão conseguimos dar um piripaque no cérebro que faz com que vejamos, pensemos diferente.
Hoje chove. As pessoas estão naturalmente mais fechadas e assustadas. Talvez não se assustem tão fácil quanto em um dia com sol onde stão abertas e o desconhecido realmente não fazia parte do que se esperava para o dia. Mas a idéia é assustar? Ou é revirar o dia a dia? Talvez nem nós saibamos, seja uma construção.
Toques e conversas me fazem pensar mais a fundo sobre o trabalho. Penso em quanto as pessoas se chocam com os gatos dentro de gaiolas. Em como o desconhecido e retirar um dos sentidos: o da visão nos desorienta. Como somos pobres de sentidos, mas um novo publico se forma afã, pedindo para que o outro lhe proporcione isso. E me parece que o papel da arte, pelo menos atualmente, tem sido um pouco esse: o de retirar da anestesia. Se em algum outro momento os artistas o faziam para sacudir o povo, hoje o povo o pede para desafogar do que é imposto pelos já sabidos excessos (de mídia, de informações, de produtos, de idéias… tudo fragmentado e fora e qualquer lugar).

Paloma Oliveira [ao longo dos dias, durante o projeto]

Festival arte.mov

Festival arte.mov : arte em mídias móveis 2010

Aconteceu entre 22 e 26 de setembro de 2010 a primeira edição do Festival arte.mov no Pará. Muita coisa para ser relatada. Opto aqui por transcrever alguns comentários dos dias e posto algumas imagens.

“Dispositivos alucinam a Amazônia” na primeira noite de debates em Belém

relato: dia #1:

A primeira noite de debates do Festival arte.mov em Belém começou com a produtora Giseli Vasconcelos: “Descentralizemos!” Ao lado de Lucas Bambozzi e Fabrício Santos, Giseli deu início ao Simpósio Novas Cartografias Urbanas, no Fórum Landi. “Cada cidade tem características próprias e esta edição do evento respeita essas particularidades. O investimento em Belém é mais no sentido de formação e compartilhamento do que trazer experiências prontas”, destacou Bambozzi.

Após o primeiro debate, os artistas Val Sampaio, Jarbas Jácome e Nacho Durán apresentaram o showcase do projeto Água, dividindo com a platéia um pouco da experiência de viver a bordo de um barco no Baixo Amazonas, coletando dados sobre os fluxos das águas – uma autêntica “residência móvel”, nas palavras de Val. “Foi uma negociação com a natureza. Teve um dia em que ventava muito e o barco não pôde sair. Estávamos presos no paraíso – se a internet funcionasse, é claro”, brincou.

ESPAÇO EM MOVIMENTO – A última mesa da noite, mediada por Marcus Bastos, teve Ricardo Folhes e Ivana Bentes discutindo “O espaço em movimento, a paisagem em adaptação”, tema que desencadeou grande interesse em platéias físicas e virtuais. “O ideal seria que esse povo pudesse cartografar e visibilizar sua realidade, através dessa geotecnologia. GPS vira arma em mãos de caboclos na Amazônia”, pontuou Folhes.

Ivana Bentes, por sua vez, chamou a atenção para o que chamou de “overcartografia” em que vivemos hoje com tecnologias como GoogleMaps, redes de rastreamento e afins. Continuou discorrendo sobre o imaginário amazônico: “Ao viajar pela amazônia, a monotonia chega ao sublime, é uma experiência radical. Parece um filme do Antonioni: nada acontece e tudo acontece. Dispositivos alucinam a Amazônia”, arrematou.

Belém

Projeções na rua se tornaram essenciais e em sintonia com a Praça do Carmo

 

junto às projeções, o orelhão de Ouvidoria, de Lourival Cuquinha

a bike.mov, utilizada para fazer projeções móveis e customizadas, em função de cada espaço

projeção do vídeo resultante da oficina de Fabiane Borges e Nacho Duran, que abordou cruzamentos entre sexualidade e mídias móveis

participantes da oficina ADC Belem se preparam para sair para as ruas. cada bicicleta se tornou um sound-system, todas tocando ao mesmo, em incrível harmonia orquestrada por Tal Isaac Haddad tempo

as demais fotos do festival em 2010 estão aqui: www.flickr.com/photos/artemov/sets/72157625032458268/

 

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Vivo arte.mov 2008

 

3º festival internacional de arte em mídias móveis

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20 a 25 de novembro, 2008

Palácio das Artes, Belo Horizonte, Brasil

26 de novembro a 07 de dezembro, 2008

MIS-MUBE, São Paulo, Brasil


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Mostra competitiva
Uma amostra representativa da produção recente audiovisual para pequenos formatos selecionada dentre as mais de 600 inscrições recebidas.
 

Mostra Informativas Internacionais
· Festival Dotmov (Japão)
· Pocket films (França)
· Historias de Bolsillo – diálogo construido com mídias móveis entre Constantini e Llanos (México)

 

Simpósio “Apropiações do (in)comum> Espaço público e privado em tempos de mobilidade”
· Tecno-determinismo e acessibilidade, estratégias de difusão em redes e acesso à informação
· Realidades Mistas: Convergências esperadas x convergências implantadas
· Redimensionamento do espaço público: tecnologias sociais em rede
· Mídias móveis e arte: perspectivas e críticas das mídias móveis no Brasil
Exposições
· Descontinua Paisagem (Fernando Velázquez e Julià Carboneras)
· Memo_ando (Raquel Kogan e Lea Van Steen)
· Ascese (Rodrigo Castro de Jesus)
· Série se… (Joacélio Batista)
· !Alerting infraestructure! (Jonah Brucker-Cohen)
· Inquisitive devices (Jonah Brucker-Cohen)
· Forward compatible (Jonah Brucker-Cohen)
· The head (Laura Beloff)
· Locative Painting (Martha Gabriel)
· Can you see me now? – live game! and documentation (Blast Theory)
· Videoman 5.5 (Fernando Llanos)
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. curadoria: Lucas Bambozzi, Marcus Bastos, Rodrigo Minelli
. coordenação: Aluizer Malab, Lucas Bambozzi, Marcos Boffa, Rodrigo Minelli