Tag Archives: realidade social

O ESPAÇO ENTRE NÓS E OS OUTROS

Acompanhe o blog da curadoria de processo, produzido por Josy Panao, Ana Luisa Nossar e a curadora Christine Mello

http://oespacoentrenoseosoutros.wordpress.com/

LAA . LABORATORIO ARTE ALAMEDA

Mexico . DF

.

Kinotrem na Galeria Expandida

A exposição Galeria Expandida, que abre nessa segunda-feira dia 05 na Luciana Brito Galeria aborda projetos na área de confluência entre comunicação e arte. Inspirado em grande parte pelo percurso do artista Waldemar Cordeiro, coloca o foco em nomes como Regina Silveira, Ricardo Basbaum, Gilberto Prado, Fabiana de Barros – e eu entre eles.

A exposição coloca em destaque também um projeto do qual fiz parte junto com uma grande turma de artistas. Realmente, revendo a ficha técnica do projeto fico impressionado como reunimos pessoas tão incríveis.

Falo do circuito de ações formado pelo Kinotrem, realizado em 1997 junto ao Arte/Cidade 3 e o fato é que depois de tanta discussão em torno dos artecidades, o projeto Kinotrem não foi devidamente documentado ou sequer lembrado em suas características.

Não houveram recursos por parte da exposição Galeria Expandida para reunir novamente a equipe e buscarmos juntos uma forma ideal de re-apresentação do projeto num formato póstumo. Em uma vertente mais histórica e outra mais contemporânea (faço parte de ambas), a curadoria optou por uma forma bem simples de expor o projeto, em uma espécie de videoteca onde constam as cerca de 190 fitas VHS que restaram. Ali estão as “materias assinadas” feitas pelo público, as transmissões ao vivo dos bairros do entorno do Arte/Cidade e os programas gravados em meses de pesquisa que antecederam a execução do projeto (realizadas por Patricia Trevelyan, Edu Abad e João Cláudio de Sena, que estiveram no processo até o fim).

Quem for na galeria vai entender o formato mais como um resgate conceitual do projeto do que uma documentação compatível com os esforços demandados na época. O kinotrem era uma proposta intrincada, que foi se modificando à medida em que entravam e saíam colaboradores, mentores e participantes. Inicialmente proposto a Eliane Caffé e a mim, convidamos também Renato Barbieri, que não permaneceu até o início dos trabalhos, principalmente por ter se mudado de São Paulo. Houveram desdobramentos conduzidos por outras equipes, como o desenho externo dos trens, concebido por Ricardo Ribenboim. Refiro-me ao ‘nosso’ projeto como um circuito de reverberação cobrindo com diferentes recursos e tecnologias, a região que se estendia da Luz até a Barra Funda, ponto final do trem que levava os visitantes aos espaços expositivos.

Essa estrutura foi denominada por nós como o Circuito kinotrem, composta por três componentes: Percurso, o interior do trem do Arte/Cidade; Malha/Rede, uma instalação formada por vários monitores e projeções, com imagens ao vivo e pré-gravadas controladas por um VJ; Unidade Móvel, que permitia uma comunicação em tempo real entre vários bairros.

Este último componente, logo apelidado de ‘kinokombi’ foi o que menos visibilidade teve entre o público freqüentador do Arte/Cidade. A ‘kinokombi’ ficava de fato na rua, e transmitia imagens em tempo real em link duplo, de ida e volta, com a mediação sempre bem humorada feita pela Lucila Meirelles e pelo Pedrão Guimarães. Essa conectividade aberta e democrática acontecia graças a um link/antena de transmissão e recepção instalada no alto de uma das altas chaminés das antigas Fábricas Matarazzo (hoje Casa das Caldeiras)e outro kit igual transportado pela ‘kinokombi’ (como fazem as TVs comerciais mas nunca com essa via de mão dupla). Ou seja, de onde a a equipe da ‘kinokombi’  avistava a chaminé, podia haver transmissão. E assim acontecia, no improviso e buscando evidenciar os contrastes que haviam entre os universos conectados (os artistas e frequentadores dos espaços do Arte/Cidade e a vida muitas vezes desprovida de qualquer glamour dos habitantes da Freguesia do Ó, Barra Funda, Campos Elíseos, Lapa, Bom Retiro e Luz).

A central de exibição, localizada nas Fábricas Matarazzo, guardadas as proporções e a pouca potência dos projetores na época, era uma espécie de espaço multitelas, uma instalação formada por projeções de slides elaborados finamente pela artista Lucia Koch (diretora de arte do kinotrem e também uma das mentoras dos caminhos estéticos do projeto) e com manipulação e mixagem ao vivo (sim, VJ naquela época, bem antes dessa prática se afirmar como categoria de trabalho) conduzida diariamente pelo cineasta Jefferson De.

Lili Caffé foi uma companheira incansável nesse projeto, ajudando a convencer os irmãos Fabiano e Caio Gullane (hoje Gullane Filmes) a encabeçarem a produção e direção geral da empreitada (não apenas executiva mas também criativa – estão ali os vídeos dirigidos pelo Fabiano nessa sua fase de diretor). Uma complexa logística de funcionamento do circuito foi coordenada pelos produtores Rui Pires e Andre Montenegro. Isso envolvia a circulação dos carrinhos de videoarte ‘a la carte’ dentro dos trens, o carregamento diário das pesadas baterias que alimentavam videocassetes e TV’s de 20 polegadas, o empréstimo das câmeras para os visitantes (o interessado em registrar seu percurso deixava sua carteira de identidade e saía com uma câmera já com a fita VHS preparada, com duração pré-definida e no ponto certo).

Nos ajudou muito ainda, sempre me lembro, o Jurandir Muller.

O ano de 1997 foi extremamente intenso. Ali, ao menos para mim, se iniciou uma nova perspectiva em comunicação e arte, desde então, ambas sempre em estreito dialogo com a realidade social que nos rodeia.

  • Enfim, essa é uma das histórias que a exposição resgata. E quem for na Luciana Brito Galeria até 17/04 ainda vai poder ver minha individual Presenças Insustentáveis, que vem sendo extremamente elogiada.

Info: http://www.lucasbambozzi.net

—————————————————————————————–

Kinotrem (1996-1997)

Memória do circuito bidirecional de emissão e recepção de vídeo em tempo real entre os bairros Bom Retiro, Água Branca, Freguesia do Ó, Barra Funda, Luz e Lapa.

Material disponível: cerca de 190 fitas VHS com imagens das transmissões ao vivo ao longo de 14 dias entre a unidade móvel (Kinokombi) e o circuito de exibição controlado por VJ, formado por monitores e projeções nas Indústrias Matarazzo durante o Arte/Cidade III.

ficha técnica:

Concepção original do projeto

Lucas Bambozzi, Eliane Caffé, Fabiano Gullane e Renato Barbieri

Coordenação geral

Lucas Bambozzi

Direção

Eliane Caffé

Fabiano Gullane

Lucas Bambozzi

Direção dos vídeos

Fabiano Gullane

Coordenação de produção

Caio Gullane

Direção de Arte

Lucia Koch

Corte e edição em tempo real

Jefferson De

Intervenções e mediações

Lucila Meirelles

Pedro Guimarães

Produção

André Montenegro

Rui Pires

Pesquisa Histórica

Patricia Trevelyan

João Cláudio de Sena

Pesquisa e Assistência de Direção

Patricia Trevelyan

Eduardo Abad

Realização

Diphusa Mídia Ditial e Arte

SESC

Arte/Cidade

Exposição Galeria Expandida

Curadoria Cristine Mello

Analivia Cordeiro, Ana Paula Lobo, Bruno Faria, Claudio Bueno, Denise Agassi,

Esqueleto Coletivo, Fabiana de Barros, Gilbertto Prado, Lucas Bambozzi,

Regina Silveira, Ricardo Basbaum e Paula Garcia.

Abertura: segunda-feira, dia 05/04/10 às 19h30.

De 5 à 17 de abril de 2010.

Terça a sexta-feira, das 10h às 19h, sábados, das 11h às 17h.

Entrada gratuita.

Luciana Brito Galeria

Rua Gomes de Carvalho, 842, Vila Olímpia, São Paulo, Brasil.

http://www. lucianabritogaleria.com.br/

The Media City, workshop in Amsterdam

From March 22 – April 3, 2010, the Netherlands Media Art Institute and Time Frame will host ‘The Media City’ workshop, dedicated to the exploration of narrative architecture and social interaction on public spaces.

The Media City is a specialized project development workshop for urban projections, taking place in Amsterdam. From March 22 to April 3, eight international artists from Sao Paulo, Lima, Durban, Douala and the Netherlands will be given the opportunity to explore the possibilities of visual programming interfaces for urban facades, and develop their own site specific concept.

The Media City investigates architecture as narrative and social interaction in public space. It is investigating how these specific languages, spaces of cultural meaning, can be translated into media art projects, in which similarities from African and Latin American cities can be found and re-interpreted in Amsterdam.

Architecture plays an important part in the formation of national identities and, hence, the project holds a great potential of allowing artistic examinations into national boundaries, similarities and trans-national visions.

.

Participants artists:

Lucas Bambozzi (BR), Gloria Arteaga (PE), Goody Leye (CM), Doung Jahangeer (ZA), Mayura Subhedar (IN/NL), Marnix de Nijs (NL), Edwin van der Heide (NL) and Walter Langelaar (NL). The tutor is: Alexis Anastasiou (BR), Director / VJ of Visualfarm, Brazil

The event includes 3 semi-public lectures. These three evening sessions with artists presentation will try to bring in as much expertise and viewpoints as possible and will foster discussions about the workshop theme among artists, theoreticians, cultural workers and audience. The sessions are interlinked and designed to initiate an ongoing discussion among the participants. The conference language is English.

– Tuesday, March 23, 20:00 – 22:00 : Edwin van der Heide ,Gloria Arteaga, and Doeng Jahangeer.

– Monday, March 29, 20:00 – 22:00: Mayura Subhedar, Goody Leye and Alexis Anastasieu.

– Thursday, April 1, 20:00 – 22:00 : Marnix de Nijs, Lucas Bambozzi and Walter Langelaar.

.

more info: http://nimk.nl/nl/the-media-city-workshop

X MORADIAS: Presenças Insustentáveis

Fui convidado para o evento X Moradias, onde apresento um projeto que acontece por 5 dias num apartamento situado no centro da cidade (rua General Jardim 373 ap 12, quase esquina com Amaral Gurgel). A idéia reflete experiências anteriores, entre ambientes privados e espaço público, mas dessa vez sem envolver projeções, formas de representação ou tecnologias mais complexas.

x moradias_small

Meu projeto em X Moradias é um desdobramento de questões esboçadas em um trabalho anterior, ainda não finalizado, chamado Presenças Insustentáveis — apresentado como uma espécie de protótipo na exposição 14×32 no 3º, no Sesc Paulista no final de 2007. Ali foi montado um pequeno apartamento cenográfico, em cujas paredes eram anexadas projeções de apartamentos vazios ou habitados por presenças imaginadas.

Nesse projeto que acontece no X Moradias, o apartamento é real, não há projeções e as presenças podem ser sentidas in-loco, envolvendo elementos reais. A assistência, manutenção, cuidados e operação é feita pela Paloma Oliveira.

localização do apartamento transformado

localização do apartamento transformado

Imagens e vídeos aqui em breve. O projeto vai até sábado, dia 27 de junho e a experiência dos percursos entre os vários apartamentos e residências é algo difícil de descrever, imperdível diria.

x moradias2

——————————————–

Paloma Oliveira, minha fiel escudeira que tocou boa parte do projeto e registrou quase todos os que passaram pelo apartamento enviou um texto. Segue:

Presenças Insustentáveis: kitinet

[relato de Paloma Oliveira]

O ciclo aparece constantemente no pensamento: o ciclo selvagem do gato que corre atrás da galinha lambendo os lábios gatunos, da galinha que roda em círculos e não sabe para onde ir, do ser humano que caça os gatos e os cachorros, o inquilino que foge do proprietário, que suga o inquilino por vezes uma situação que beira o cruel. Que lado tomar? O da constância? O dos instintos comuns? Por que não gatos em gaiolas se pássaros que tem asas são comumente presos ha tantos anos? Por que não aprisionar os gatos? Por que aprisionar um ser? Por que a galinha é idiota? Por que ela merece virar galinhada no final? Quais os parâmetros que definem isso? E tem também os ciclos dos visitantes que mostram como podemos ser tão diferente uns dos outros e no fundo, pouco importa o que se apresenta, tudo depende do que há dentro de cada um.
Mas podemos tirar o contexto de seu local de origem e só de fazer essa inversão conseguimos dar um piripaque no cérebro que faz com que vejamos, pensemos diferente.
Hoje chove. As pessoas estão naturalmente mais fechadas e assustadas. Talvez não se assustem tão fácil quanto em um dia com sol onde stão abertas e o desconhecido realmente não fazia parte do que se esperava para o dia. Mas a idéia é assustar? Ou é revirar o dia a dia? Talvez nem nós saibamos, seja uma construção.
Toques e conversas me fazem pensar mais a fundo sobre o trabalho. Penso em quanto as pessoas se chocam com os gatos dentro de gaiolas. Em como o desconhecido e retirar um dos sentidos: o da visão nos desorienta. Como somos pobres de sentidos, mas um novo publico se forma afã, pedindo para que o outro lhe proporcione isso. E me parece que o papel da arte, pelo menos atualmente, tem sido um pouco esse: o de retirar da anestesia. Se em algum outro momento os artistas o faziam para sacudir o povo, hoje o povo o pede para desafogar do que é imposto pelos já sabidos excessos (de mídia, de informações, de produtos, de idéias… tudo fragmentado e fora e qualquer lugar).

Paloma Oliveira [ao longo dos dias, durante o projeto]

palestra em Belem

Menos de uma semana depois do workshop em Vitoria, quando um dos participantes fez uma caricatura minha, estava num debate no Amazonia DOC, em Belem (PA) e um dos presentes na platéia pediu pra me entregar um retrato, dessa vez feito a lápis. O rapaz não se identificou mas assinou o desenho como P. Castro. Valeu também.

retrato_lapis2

Valeu P. Castro!

RE:akt! at Škuc Galerija: new work by lucas bambozzi

RE:akt!

Reconstruction, Re-enactment, Re-reporting 

curated by: Domenico Quaranta

www.reakt.org

 

Galerija Škuc

Stari trg 21, Ljubljana, Slovenia

25 March – 17 April 2009 

 

Featured artists:  Lucas Bambozzi, Vaginal Davis, Janez Janša, Janez Janša, Janez Janša, Eva and Franco Mattes (aka 0100101110101101.ORG), SilentCell Network (Mare Bulc, Janez Janša, Bojana Kunst, Igor Štromajer)

 

Galerija Škuc is proud to announce “RE:akt! Reconstruction, Re-enactment, Re-reporting”, the exhibition of the works realized in the last three years within the platform “RE:akt!” produced by the Slovenian cultural institution Aksioma.

 

Production: 

Aksioma – Institute for Contemporary Art, Ljubljana 

www.aksioma.org

 

Galerija Škuc

http://www.galerija.skuc-drustvo.si/


Found footage:

 

 


 

Meacvad

 

MEACVAD 2008   

Muestra Euroamericana de Cine, Video y Arte Digital

Alianza Francesa- Goethe Institut- Espacio Fundación Telefónica

Buenos Aires, 26 de octubre de 2008 

Miércoles 29.10 Alianza Francesa (Av. Córdoba 936) 20 h.

Mesa redonda Documental, post verité y realidad mediada. Con Edgar Endress, Ingo Günther y la presentación de Antonio Weinrichter, la cual tendrá una duración de 50 min.

Viernes 31. 10 Instituto Goethe (Av. Corrientes 319). 19.30 h.

Antología de obras de Lucas Bambozzi (Cine, Documental, Video, Robótica, Nuevos Medios). Con la presentación de Florencia Incarbone, la cual tendrá una duración de 75 min.

 

http://www.meacvad.org/2008/index.php

Mediated Life

MEDIATED LIFE

by lucas bambozzi

 

 

 

Veridiana Zurita with Pharmakon performance group in front of the squatted building at Prestes Maia Avenue, in São Paulo (2004). It was one of several attempts to bring attention to the condition of 468 families being evicted due to a process of gentrification conducted in the city centre.

Veridiana Zurita with Pharmakon performance group in front of the squatted building at Prestes Maia Avenue, in São Paulo (2004). It was one of several attempts to bring attention to the condition of 468 families being evicted due to a process of gentrification conducted in the city centre.

 

 

The recent proliferation of tiny cameras, now embedded in mobile phones have been

leading to massive collections of supposed ‘warm moments’ that one would be likely

to forget, feeding a sort of obsession on intimacy aesthetics. Like camera-enabled

mobile phones, wearable computers, tactile media, location-based devices, instant

messengers and voice over IP technologies (VoIP), they all attempt to offer an idea

of comfort, a sort of ‘everywhere-privacy’ that can also be interpreted as intimacy.

Rather than describing the technological instance (cellular), mobile phones

encapsulate a notion of mobility, described as portable ‘temporary intimate zones’

(TIZ) by Matt Locke.1 The term TIZ borrows references from TAZ (Temporary

Autonomous Zone), coined by Hakim Bey referring to poetic events and actions that

suggest subtle changes in the social reality aiming to a ‘more intense mode of

existence’. But can we still think about intimacy as a terrain of intensity, pleasure,

proximity, fruition or appreciation?

 

Not only privacy but intimacy spheres are going public. The emergence of the so

called ‘intimate technologies’ has blurred even more the concepts related to intimacy,

privacy and reality. Sara Diamond says: ‘The new technologies we use to enhance

intimacy are also the very same ones being used to open up the social arena of

discovery around once-private affairs’ (2002: 3). The current flood of seductive

gadgets, loaded with promises of eliminating the distances between real life and its

representational possibilities, they all bring in an ‘ideal’ notion of privacy, which would

be the open door for an easy and ‘secure intimacy’. Devices designed for

representation purposes, like cameras, also serve the purpose of attaching to our

memory all those small details and warm moments that we are likely to forget.

A recent announcement by Microsoft emphasizes the extent to which the observation

of the context of mediating technologies implies the focusing on technologies that

affect our notions of intimacy and privacy.

 

Cool stuff you don’t know you need yet
SenseCam, touted as a visual diary of sorts, is designed to be worn around
the neck. It can take images when there are abrupt movements, temperature
fluctuations, variations of light or even changes in the wearer’s heartbeat,
capturing moments of joy or tension of one’s life. Microsoft suggests that the
diary can also help people to reconstruct scenes, remembering where an
object was forgotten or special moments, such as a nice dinner. The diary is
capable to take about 2.000 pictures automatically and works 12 hours a day.
(USATODAY.com 04/03/2004) 2

Beyond its representation capabilities, the camera, which is still a prototype,

suggests that the boundaries between private and public life really tend to disappear.

The pervasive immersion of the camera in public environments would suggest the

individual as a sentient ‘cyborg’, replacing any active participation in public life with a

passive documentation about ordinary incidents. Is it good or bad?

Since personal information has become a valuable commodity, both privacy and

intimacy turn out to be the most essential and recognizable icons of such value. As

any commodity, intimacy features an aesthetically constructed significance, which

becomes clear when it is connected to the idea of proximity or is a result of

technological mediation processes (instant access to privacy).

Also, intimacy acquires new configurations and meanings according to the

technological systems it is attached to. Distinct levels and shades of intimacy can be

obtained differently by phone, by e-mail, through VoIP devices, by touching sensors

or through webcams.

Such technological communication devices bring together the common aspiration to

interface ‘realities’, not necessarily promoting any true participation or closer touch

regarding the ‘outside’ space, in the sense pointed by Zygmunt Bauman in City of

Fears, City of Hopes. They attempt to introduce the notion that reaching distant and

separated ‘realities’ – often in-between private spheres – is the same of sharing

experiences in public domains.

 

In North of Brazil some will believe that putting a bottle of water on the top of a electricity clock will drop
In North of Brazil some will believe that putting a bottle of water on the top of a electricity clock will drop

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nevertheless, far from providing any legitimate experience of involvement in public

life, ‘the capability to connect’, or the feeling of participation suggested by

communication advertisements seem to be what best describes their ideologies

concerning the construction of realities.

As pointed by Maurizio Lazzarato, representation strategies play an important role in

contemporary alienating progression. Thus, intimacy aesthetics are related to how

separated domains are mediated, or as an effect of experiencing ‘reality’ as a mere

aesthetic understanding, an intangible occurrence. Moreover, the representation of

realities by means of its mediation, is already a fabrication, a form of replacement of

a given ‘reality’ with ‘media realities’. To accept fabricated worlds as a real

experience is to fall into the traps of representation, as the overwhelming abundance

of images produced by the media each day may compromise what we deem to be

‘real’. To participate in a fabricated world of signs described by Lazzarato as if

‘constructed through statement-arrangement’ is not as the same as engaging in

shared spaces of a city. Such technologies would not perforate the ‘bubble’ that

separates these different ‘realities’, preventing the private-to-private sphere from

reaching the city’s public spaces.

 

 

The project Cubo at Patriarca Square, in its first presentation weekend (2005)

The project Cubo at Patriarca Square, in its first presentation weekend (2005)

 

 

Bauman sees our current society as a dystopia that has emerged in lieu of a model

anchored somewhere between the totalitarian regimes of Orwell’s 1984 and Aldous

Huxley’s Brave New World. This new dystopia is configured in a world of flow, ‘where

social networks and collective action are irreversibly disintegrated as a side-effect to

the rise of an evasive and slippery kind of power’. Social disintegration is not only a

current condition but a result of such new power techniques.

As Brian Holmes affirms, new forms of power enforcements shape ‘societies that are

deeply sick and which cover their pathological conspiracies with deliberate lies’.3

Aspects once used to describe the end-of-the-century context still serve us to inquire

about our current state of affairs.

 

Perfomance by GAC - Grupo de Arte Callejero at Paulista Avenue in São Paulo (2004) throwing

Perfomance by GAC - Grupo de Arte Callejero at Paulista Avenue in São Paulo (2004) throwing

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Networked lifestyle within a technological society, where time has been compressed

into a state of ‘eternal present’, have been pointed out by Trebor Scholz as

‘instruments of oppression and casualized labour that squeeze every last drop of

energy and creativity out of the worker’.4 A possible antidote against this scenario

would be a commitment for a better analysis of the world around us. We need to

think and feel’5, says Scholz.

 

A consciously produced work of art offers analysis of the world around, it may lead

us to ‘think and feel’. But how can new media-based art fulfil these tasks without

being compromised by its own increasingly dependent structures on corporate

technologies? Are artists bound to hermetically and endlessly discuss artistic

authority and cultural politics, even when trying to break out of the bubble and inflict

social change with their art?

 

To which extent the gaps between private-to-private affairs and the need of

participation in public life is a typically socio-cultural syndrome? (related to cities

such as São Paulo, Lima or Johanesburg, where one can not afford raw realities due

to its wildly unequal class relations?) How much is it a typically reactionary position

to consider that real life experiences must necessarily include ‘physical references’?

 

The project Motoboy, implemented in São Paulo in 2007 by Antoni Abad was actually the starting point for the series Canales (2005-2006) at www.zexe.net.

The project Motoboy, implemented in São Paulo in 2007 by Antoni Abad was actually the starting point for the series Canales (2005-2006) at www.zexe.net.

 

 

The shifting boundaries between the private and public spheres, seen as a result of

the spread of pervasive technologies, is not preventing the raise of dichotomies such

as representation and mediation, ‘forged reality’ and social reality. As a challenging

responsibility for artists committed to social reality, can we foresee new networks that

would function as social interfaces, that would encourage individuals to re-enact

participation in the construction of public-life? Can we find in these new systems the

proper tools for producing awareness with regards to intrusive or alienating

procedures? Will it work out to perforate the ‘bubble’ that prevents one to better

grasp the world ‘outside’ of pervasive technologies?

Merging some of these questions it is possible to anticipate a common space for art

and politics,. Rather than drawing them closer or apart, one should explore the

existing hybrid and convergent zone: a politics contaminated by its neighbouring art,

and an art contaminated by its neighbouring politics.

Acoustic Head (1995) a work by artist Marepe.

Acoustic Head (1995) a work by artist Marepe.

 

 

 

 

 

 

 

It might be necessary to became aware of the art system’s contradictions and those

in our own artwork. We shall have let ourselves be transformed by convictions

constructed from experiencing the real spaces, mediation technologies and its traps.

Among contradictions and conflicts we must feel the urgency as individuals – in Brazil

or anywhere else – to put our ‘head and heart together’ (thanks Holmes!) in tune with

the other, with the outside space and its ‘raw-realities’ so as to create new

articulations, to generate empowerment, to stimulate actual collaborative and sharing

actions.

 

lucas bambozzi, 2006

 

Matt has referred to TIZ in his speech at Intimate Technologies Conference, held at the Banff
Centre in 2002.
Source: <http://www.usatoday.com/tech/news/techinnovations/2004-03-04-techfest_x.htm>
accessed: 06/12/2004 more info at Microsoft: <http://research.microsoft.com/hwsystems>

 

Source: Mailing list of the Institute for Distributed Creativity (iDC). Thread: Activism now and
<http://mailman.thing.net/pipermail/idc/2005-December/000106.html>.
Downtime. Source <http://collectivate.net/journalisms/2005/11/19/downtime.html>

5 Ibidem

 

 

Bibliography/references

Diamond, Sara (2002) Quintessence: Mobolized or Immobolized In The Mobile Era

HorizonZero: Banff

<http://www.horizonzero.ca>

Bauman, Zygmunt (2001) Modernidade Líquida tr. Plinio Dentzien, Rio de Janeiro:

Zahar

Bauman, Zygmunt (2003) City of Fears, City of Hopes London: Goldsmiths

College/University of London

Lazzarato (2003) Struggle, Event, Media Republicart.net

<http://www.republicart.net/disc/representations/lazzarato01_en.htm (translation

modified).