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Vídeo, projeções e instalações em ambientes inóspitos.

Oficina: de 28 a 31 de julho

Vídeo, projeções e instalações em ambientes inóspitos.

com Eder Santos e Lucas Bambozzi

Final da oficina Vídeo Inóspito na Serrinha.

Ocorreu pela segunda vez a oficina de realização de projetos de vídeo para locais e contextos específicos.

A oficina envolve a produção de instalações nos arredores da Fazenda Serrinha e em outros locais onde o contexto e as condições locais se impõem.

Cinema de Artista no MAM-BA

Compilação e meus trabalhos audiovisuais na Bahia. Abaixo descrição do projeto permanente, no site do MAM-BA.

Cinema-de-Artista_virtual

Flyer do programa Cinema de Artista, com meus trabalhos. A foto é do documentário Do Outro Lado do Rio (2004, 89min)

Cinema de Artista

O projeto Cinema de Artista, do Museu de Arte Moderna da Bahia, traz a Salvador, em sua quarta edição, o documentarista, videoartista e produtor Lucas Bambozzi. A abertura acontece no dia 29 de outubro, às 18h, com exibição do documentário 8 ou 80 BH Underground seguido por bate-papo com Danillo Barata, artista e videomaker, Karla Brunet, fotógrafa e crítica de arte eletrônica, João Rodrigo, cineasta e produtor e com o próprio Bambozzi. As exibições compreendem duas programações que se revezam e ficam em cartaz de 30 de outubro a 06 de novembro, das 16h às 18h. As sessões são gratuitas e a programação completa pode ser conferida no endereço www.mam.ba.gov.br.

A seleção dos trabalhos foi feita por Solange Farkas, diretora do MAM-BA e criadora do Videobrasil.

Trabalhos exibidos:

PROGRAMAÇÃO CINEMA DE ARTISTA

Exibição:

8 ou 80 BH Underground. 55 MINUTOS
Sinopse
O documentário resgata a cena pós-punk e underground mineira dos anos 80, quando nasciam as bandas de rock new wave, a música eletrônica e as performances audiovisuais ao vivo — e ainda não se conhecia muito bem a palavra multimídia.
Bate Papo de 19h as 20h30

Programa I

30 de Outubro; 03, 05 de Novembro

Exibição da Programação Cinema de Artista – 16h às 18h de terça a sexta-feira

Duração da programação: 126m40s

1. Lovestories / 6 minutos
Vídeo experimental
Ano e local de produção: 1992 – Belo Horizonte
Reflexão sobre os extremos da paixão. Ao som de ópera de Verdi, cenas granuladas de um casal se amando misturam-se a aviões de guerra em ação. Na tela e em off, trechos de Oscar Wilde, Caetano Veloso e Godard transmitem desilusão, ceticismo e ironia.

2. Cidade sem janelas / 28 minutos
Documentário experimental
Ano e local de produção: 1994 – São Paulo
Direção: Lucas Bambozzi e Eliane Caffé
Ensaio poético realizado a partir das obras dos 15 artistas reunidos pelo projeto “Arte Cidade”, uma reflexão sobre a experiência estética dentro das grandes cidades. Artistas plásticos, estudiosos e músicos falam da maior metrópole da América do Sul.

3. Ali é um lugar que não conheço (Just there: a place I do notknow.) / 6 minutos
Videopoema / vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1997 – Marrocos/São Paulo
Vídeo poemas experimentais falam do fascínio pelo não-conhecido e pelo não-possuído, do desejo por outro lugar e dos conflitos que ele gera.

4. Oiapoque / 12min.
Documentário
Ano e local de produção: 1998 – Oiapoque/São Paulo
Registro do processo de adentramento na região de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. Pontos de encontro de pequenas histórias e existências: a insatisfação com o estado presente, o eterno ir, o vagar, o apego ao sonho do ouro e da felicidade.

5. Otto, Eu Sou Um Outro /  21 minutos
Ficção experimental
Ano e local de produção: 1998 – Belo Horizonte/São Paulo
Direção: Lucas Bambozzi e Cao Guimarães
Otto é uma ficção em torno de conceitos relativos à duplicidade, dificuldades de comunicação e procura pela simplicidade.

6. Eu não posso Imaginar Parte I (I have no words) / 4” 20”
Vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1999 – São Paulo
1ª parte de uma trilogia de vídeos ligados ao projeto Tormentos. Envolvendo situações de invasão de privacidade e retratando estados alteradas de percepção, o vídeo articula cenas captadas ao acaso na busca por uma forma de registro de imagens interiores e mentais.

7. Eu não posso Imaginar Parte II (I have no words) / 22 minutos
Vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1999 – São Paulo
Um jogo de impressões e auto-expressão onde são desenvolvidas várias possibilidades de elaboração de sentido, procurando a transposição para a imagem, de sensações geralmente consideradas não – verbalizáveis.Como diz um dos personagens: “… é apenas a idéia de como contar uma coisa que é tão difícil de entender e ao mesmo tempo tão simples”. 2ª parte de uma trilogia de vídeos ligados ao projeto Tormentos

8. Aqui de novo / 6min.
Vídeo experimental
Ano e local de produção: 2002 – São Paulo/Londres
Um ensaio sobre algumas contradições contemporâneas: a disparidade entre o que se quer fazer e o que se faz de fato, entre o que se diz e o que se quer dizer, entre o convívio nos espaços públicos e os desejos privados. Elementos: o outro, as janelas, a privacidade, os espaços vazios, a intimidade mediada, voyerismo, situações invasivas, dúvidas.

9. What is erased – what is retained / 6 min
Vídeo-arte
Ano e local de produção: 2002 – São Paulo/Tailândia
O vídeo é um exercício sobre a redundância da imagem faltante. Realizado a partir de cenas de uma luta de box Tailandês.

10. No logo/ no todo / 4 min
Ano e local de produção: 2003 – São Paulo
Série de vídeos produzidos a partir de banco de imagens entre artistas participantes da exposição Imagem Não Imagem de vídeo a partir de estrutura narrativa interativa.

11. Desvios derivas contornos / 8’40’/ 2007 (SP)
Single – channel  vídeo
Ano e local de produção: 2007 – São Paulo
Situações urbanas, impasses, atalhos, ruas sem saída, o interesse pelo ordinário.

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Programa II

02, 04, 06 de Novembro
Exibição da Programação Cinema de Artista – 16h às 18h de terça a sexta-feira

1. Postcards – 10 minutos

Série 1: Trabalho em diferentes formatos concebido a partir de uma série de vídeos de curtíssima duração. São situações distintas, retratadas a partir de cartões postais típicos, em várias cidades, sempre ressaltando as particularidades que existem para além do frame que um cartão desse tipo pode revelar.

2. Do Outro Lado do Rio – Lucas Bambozzi (Brasil-SP, 91’, 2004)
O filme é uma viagem aos limites do Brasil, uma investigação sobre a zona indefinida entre as cidades de Oiapoque (Brasil) e Saint Georges de L’Oyapock (Guiana Francesa), onde as identidades se confundem e apenas um rio separa o homem de seus sonhos. Oiapoque é uma zona de intersecção entre o Brasil e a Guiana Francesa, a porta de entrada para uma nova vida em território francês. A cidade tem o maior fluxo de migração das fronteiras brasileiras e testemunha um mundo em trânsito. O foco do documentário são as pessoas e suas histórias. Obstinadas, desesperançadas e insatisfeitas com as condições estabelecidas pela Amazônia, essas pessoas buscam a consolidação de um sonho em geral vago, tênue e incerto. Repleto de personagens com um notável espírito de aventura e legítimos representantes de um tipo de Ulisses contemporâneo, estão sempre planejando sua Odisséia para além das fronteiras.

3. Postcards – 13 minutos
Painéis – Projeção de seqüências de cartões postais exibidos consecutivamente na mesma tela; até o preenchimento completo da área de projeção.

Homenagem

Fui homenageado na 9ª Goiania Mostra Curtas.

Achei curioso, pois por muitos anos, ao longo dos anos 90, “tecnicamente” não fazia curtas, mas o que todos chamavam de videoarte, as vezes com alguma interrogação no ar.

O evento foi bacana e foi bom ter visto meus próprios vídeos, um monte deles juntos, pra ter uma idéia do que andei fazendo.

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Recebendo o troféu da Maria Abdala, em Goiânia

Festival arte.mov

Festival arte.mov : arte em mídias móveis 2010

Aconteceu entre 22 e 26 de setembro de 2010 a primeira edição do Festival arte.mov no Pará. Muita coisa para ser relatada. Opto aqui por transcrever alguns comentários dos dias e posto algumas imagens.

“Dispositivos alucinam a Amazônia” na primeira noite de debates em Belém

relato: dia #1:

A primeira noite de debates do Festival arte.mov em Belém começou com a produtora Giseli Vasconcelos: “Descentralizemos!” Ao lado de Lucas Bambozzi e Fabrício Santos, Giseli deu início ao Simpósio Novas Cartografias Urbanas, no Fórum Landi. “Cada cidade tem características próprias e esta edição do evento respeita essas particularidades. O investimento em Belém é mais no sentido de formação e compartilhamento do que trazer experiências prontas”, destacou Bambozzi.

Após o primeiro debate, os artistas Val Sampaio, Jarbas Jácome e Nacho Durán apresentaram o showcase do projeto Água, dividindo com a platéia um pouco da experiência de viver a bordo de um barco no Baixo Amazonas, coletando dados sobre os fluxos das águas – uma autêntica “residência móvel”, nas palavras de Val. “Foi uma negociação com a natureza. Teve um dia em que ventava muito e o barco não pôde sair. Estávamos presos no paraíso – se a internet funcionasse, é claro”, brincou.

ESPAÇO EM MOVIMENTO – A última mesa da noite, mediada por Marcus Bastos, teve Ricardo Folhes e Ivana Bentes discutindo “O espaço em movimento, a paisagem em adaptação”, tema que desencadeou grande interesse em platéias físicas e virtuais. “O ideal seria que esse povo pudesse cartografar e visibilizar sua realidade, através dessa geotecnologia. GPS vira arma em mãos de caboclos na Amazônia”, pontuou Folhes.

Ivana Bentes, por sua vez, chamou a atenção para o que chamou de “overcartografia” em que vivemos hoje com tecnologias como GoogleMaps, redes de rastreamento e afins. Continuou discorrendo sobre o imaginário amazônico: “Ao viajar pela amazônia, a monotonia chega ao sublime, é uma experiência radical. Parece um filme do Antonioni: nada acontece e tudo acontece. Dispositivos alucinam a Amazônia”, arrematou.

Belém

Projeções na rua se tornaram essenciais e em sintonia com a Praça do Carmo

 

junto às projeções, o orelhão de Ouvidoria, de Lourival Cuquinha

a bike.mov, utilizada para fazer projeções móveis e customizadas, em função de cada espaço

projeção do vídeo resultante da oficina de Fabiane Borges e Nacho Duran, que abordou cruzamentos entre sexualidade e mídias móveis

participantes da oficina ADC Belem se preparam para sair para as ruas. cada bicicleta se tornou um sound-system, todas tocando ao mesmo, em incrível harmonia orquestrada por Tal Isaac Haddad tempo

as demais fotos do festival em 2010 estão aqui: www.flickr.com/photos/artemov/sets/72157625032458268/

 

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Vivo arte.mov 2008

 

3º festival internacional de arte em mídias móveis

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20 a 25 de novembro, 2008

Palácio das Artes, Belo Horizonte, Brasil

26 de novembro a 07 de dezembro, 2008

MIS-MUBE, São Paulo, Brasil


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Mostra competitiva
Uma amostra representativa da produção recente audiovisual para pequenos formatos selecionada dentre as mais de 600 inscrições recebidas.
 

Mostra Informativas Internacionais
· Festival Dotmov (Japão)
· Pocket films (França)
· Historias de Bolsillo – diálogo construido com mídias móveis entre Constantini e Llanos (México)

 

Simpósio “Apropiações do (in)comum> Espaço público e privado em tempos de mobilidade”
· Tecno-determinismo e acessibilidade, estratégias de difusão em redes e acesso à informação
· Realidades Mistas: Convergências esperadas x convergências implantadas
· Redimensionamento do espaço público: tecnologias sociais em rede
· Mídias móveis e arte: perspectivas e críticas das mídias móveis no Brasil
Exposições
· Descontinua Paisagem (Fernando Velázquez e Julià Carboneras)
· Memo_ando (Raquel Kogan e Lea Van Steen)
· Ascese (Rodrigo Castro de Jesus)
· Série se… (Joacélio Batista)
· !Alerting infraestructure! (Jonah Brucker-Cohen)
· Inquisitive devices (Jonah Brucker-Cohen)
· Forward compatible (Jonah Brucker-Cohen)
· The head (Laura Beloff)
· Locative Painting (Martha Gabriel)
· Can you see me now? – live game! and documentation (Blast Theory)
· Videoman 5.5 (Fernando Llanos)
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. curadoria: Lucas Bambozzi, Marcus Bastos, Rodrigo Minelli
. coordenação: Aluizer Malab, Lucas Bambozzi, Marcos Boffa, Rodrigo Minelli

arte.mov 2007

Documentation of 2nd arte.mov, Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis. A translated version will be posted soon.

3rd edition on the following dates:

_Belo Horizonte: 20 to 25 November, Palácio das Artes and Santa Tereza square
_São Paulo: 27 and 28 November, MUBE and 26 Nov. to 07 December at MIS.
more info: http://www.artemov.net