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Coisa Vista [operações aditivas] na ECO, Recife

Operações aditivas é um projeto que busca a criação de uma série de situações de processamento de áudio e vídeo em tempo real tendendo à produção de resultados imprevistos e/ou caóticos. É uma instalação cujo ponto principal de atenção reside na reprodução de uma base sonora em um processo contínuo de inclusão do ruído sonoro captado no entorno do ambiente onde ela é ouvida.

Coisa Vista está sendo apresentada pela primeira vez na exposição ECO, em Recife, com curadoria de Maria Duda Belem e Lucia Padilha.

O processamento do áudio de Operações Aditivas implica na interferência visual (por recurso de aceleração da velocidade inicial) em um vídeo que reproduz os textos:

“Não compreendo o que vi.

E nem mesmo sei se vi,

já que meus olhos

terminaram não se diferenciando

da coisa vista.”

Clarice Lispector (Paixao Segundo GH)

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“O essencial é saber ver

Saber ver sem estar a pensar,

Saber ver quando se vê

E nem pensar quando se vê

Nem ver quando se pensa.”

Alberto Caeiro (F. Pessoa)

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Conceito e direção: Lucas Bambozzi

Desenvolvimento tecnológico: Equipe Amarela (Matheus Knelsen, Lina Lopes, Paloma Oliveira, Caio Bonvenuto).

Assistencia e desenho sonoro: Caio Bonvenuto

O ESPAÇO ENTRE NÓS E OS OUTROS

Acompanhe o blog da curadoria de processo, produzido por Josy Panao, Ana Luisa Nossar e a curadora Christine Mello

http://oespacoentrenoseosoutros.wordpress.com/

LAA . LABORATORIO ARTE ALAMEDA

Mexico . DF

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Puxadinho II na Paralela (2010)

Minha participação nesta edição da Paralela de 2010, curada por Paulo Reis, acontece com o trabalho Puxadinho II, montado como uma pequena casa improvisada, em espaço externo do galpão do Liceu de Artes e Ofícios. A construção tem estética precária, feita a partir de material encontrado em caçambas  e sobras de madeiras da montagem da exposição Paralela.

Neste espaço contido, duas telas LCD são utilizadas como janelas que veiculam dois vídeos em que  portas e janelas são  forçadas de dentro para fora, como se alguém estivesse tentando sair desses ambientes fechados.

As imagens e o som (abafado e contido) vindos de dentro da pequena casa abordam um embate entre esferas públicas e privadas, através de uma situação emblemática, que anseia em ocupar um espaço externo.

_Título: Puxadinho II

_Ano de produção: 2010

_Duração: 5 minutos (loop)

_Mídia de exibição: DVD, telas LCD e construção com restos de madeira encontrados em caçamba

_Assistência: Paloma Oliveira e Laésio Adoniran

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REVELATIONS: All thought begins with remembrance

// REVELACIONES (REVELATIONS): All thought begins with remembrance
/// REVELACIONES (RÉVÉLATIONS): Toute pensée commence par un souvenir

Artists / Artistes: Lucas Bambozzi, Andrés Denegri, Nelson Henricks, Hernán Khourian, Emanuel Licha

Curator / Commissaire: Gabriela Golder

Festival ON.Fire

Where / Où:
Gladstone Hotel, 2nd Floor
Rooms


When / Quand:

June 18th–20th
du 18 au 20 Juin
Opening: Friday June 18th,
8pm–10pm
Vernissage: Vendredi 18 Juin, à 20h–22h

Kinotrem na Galeria Expandida

A exposição Galeria Expandida, que abre nessa segunda-feira dia 05 na Luciana Brito Galeria aborda projetos na área de confluência entre comunicação e arte. Inspirado em grande parte pelo percurso do artista Waldemar Cordeiro, coloca o foco em nomes como Regina Silveira, Ricardo Basbaum, Gilberto Prado, Fabiana de Barros – e eu entre eles.

A exposição coloca em destaque também um projeto do qual fiz parte junto com uma grande turma de artistas. Realmente, revendo a ficha técnica do projeto fico impressionado como reunimos pessoas tão incríveis.

Falo do circuito de ações formado pelo Kinotrem, realizado em 1997 junto ao Arte/Cidade 3 e o fato é que depois de tanta discussão em torno dos artecidades, o projeto Kinotrem não foi devidamente documentado ou sequer lembrado em suas características.

Não houveram recursos por parte da exposição Galeria Expandida para reunir novamente a equipe e buscarmos juntos uma forma ideal de re-apresentação do projeto num formato póstumo. Em uma vertente mais histórica e outra mais contemporânea (faço parte de ambas), a curadoria optou por uma forma bem simples de expor o projeto, em uma espécie de videoteca onde constam as cerca de 190 fitas VHS que restaram. Ali estão as “materias assinadas” feitas pelo público, as transmissões ao vivo dos bairros do entorno do Arte/Cidade e os programas gravados em meses de pesquisa que antecederam a execução do projeto (realizadas por Patricia Trevelyan, Edu Abad e João Cláudio de Sena, que estiveram no processo até o fim).

Quem for na galeria vai entender o formato mais como um resgate conceitual do projeto do que uma documentação compatível com os esforços demandados na época. O kinotrem era uma proposta intrincada, que foi se modificando à medida em que entravam e saíam colaboradores, mentores e participantes. Inicialmente proposto a Eliane Caffé e a mim, convidamos também Renato Barbieri, que não permaneceu até o início dos trabalhos, principalmente por ter se mudado de São Paulo. Houveram desdobramentos conduzidos por outras equipes, como o desenho externo dos trens, concebido por Ricardo Ribenboim. Refiro-me ao ‘nosso’ projeto como um circuito de reverberação cobrindo com diferentes recursos e tecnologias, a região que se estendia da Luz até a Barra Funda, ponto final do trem que levava os visitantes aos espaços expositivos.

Essa estrutura foi denominada por nós como o Circuito kinotrem, composta por três componentes: Percurso, o interior do trem do Arte/Cidade; Malha/Rede, uma instalação formada por vários monitores e projeções, com imagens ao vivo e pré-gravadas controladas por um VJ; Unidade Móvel, que permitia uma comunicação em tempo real entre vários bairros.

Este último componente, logo apelidado de ‘kinokombi’ foi o que menos visibilidade teve entre o público freqüentador do Arte/Cidade. A ‘kinokombi’ ficava de fato na rua, e transmitia imagens em tempo real em link duplo, de ida e volta, com a mediação sempre bem humorada feita pela Lucila Meirelles e pelo Pedrão Guimarães. Essa conectividade aberta e democrática acontecia graças a um link/antena de transmissão e recepção instalada no alto de uma das altas chaminés das antigas Fábricas Matarazzo (hoje Casa das Caldeiras)e outro kit igual transportado pela ‘kinokombi’ (como fazem as TVs comerciais mas nunca com essa via de mão dupla). Ou seja, de onde a a equipe da ‘kinokombi’  avistava a chaminé, podia haver transmissão. E assim acontecia, no improviso e buscando evidenciar os contrastes que haviam entre os universos conectados (os artistas e frequentadores dos espaços do Arte/Cidade e a vida muitas vezes desprovida de qualquer glamour dos habitantes da Freguesia do Ó, Barra Funda, Campos Elíseos, Lapa, Bom Retiro e Luz).

A central de exibição, localizada nas Fábricas Matarazzo, guardadas as proporções e a pouca potência dos projetores na época, era uma espécie de espaço multitelas, uma instalação formada por projeções de slides elaborados finamente pela artista Lucia Koch (diretora de arte do kinotrem e também uma das mentoras dos caminhos estéticos do projeto) e com manipulação e mixagem ao vivo (sim, VJ naquela época, bem antes dessa prática se afirmar como categoria de trabalho) conduzida diariamente pelo cineasta Jefferson De.

Lili Caffé foi uma companheira incansável nesse projeto, ajudando a convencer os irmãos Fabiano e Caio Gullane (hoje Gullane Filmes) a encabeçarem a produção e direção geral da empreitada (não apenas executiva mas também criativa – estão ali os vídeos dirigidos pelo Fabiano nessa sua fase de diretor). Uma complexa logística de funcionamento do circuito foi coordenada pelos produtores Rui Pires e Andre Montenegro. Isso envolvia a circulação dos carrinhos de videoarte ‘a la carte’ dentro dos trens, o carregamento diário das pesadas baterias que alimentavam videocassetes e TV’s de 20 polegadas, o empréstimo das câmeras para os visitantes (o interessado em registrar seu percurso deixava sua carteira de identidade e saía com uma câmera já com a fita VHS preparada, com duração pré-definida e no ponto certo).

Nos ajudou muito ainda, sempre me lembro, o Jurandir Muller.

O ano de 1997 foi extremamente intenso. Ali, ao menos para mim, se iniciou uma nova perspectiva em comunicação e arte, desde então, ambas sempre em estreito dialogo com a realidade social que nos rodeia.

  • Enfim, essa é uma das histórias que a exposição resgata. E quem for na Luciana Brito Galeria até 17/04 ainda vai poder ver minha individual Presenças Insustentáveis, que vem sendo extremamente elogiada.

Info: http://www.lucasbambozzi.net

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Kinotrem (1996-1997)

Memória do circuito bidirecional de emissão e recepção de vídeo em tempo real entre os bairros Bom Retiro, Água Branca, Freguesia do Ó, Barra Funda, Luz e Lapa.

Material disponível: cerca de 190 fitas VHS com imagens das transmissões ao vivo ao longo de 14 dias entre a unidade móvel (Kinokombi) e o circuito de exibição controlado por VJ, formado por monitores e projeções nas Indústrias Matarazzo durante o Arte/Cidade III.

ficha técnica:

Concepção original do projeto

Lucas Bambozzi, Eliane Caffé, Fabiano Gullane e Renato Barbieri

Coordenação geral

Lucas Bambozzi

Direção

Eliane Caffé

Fabiano Gullane

Lucas Bambozzi

Direção dos vídeos

Fabiano Gullane

Coordenação de produção

Caio Gullane

Direção de Arte

Lucia Koch

Corte e edição em tempo real

Jefferson De

Intervenções e mediações

Lucila Meirelles

Pedro Guimarães

Produção

André Montenegro

Rui Pires

Pesquisa Histórica

Patricia Trevelyan

João Cláudio de Sena

Pesquisa e Assistência de Direção

Patricia Trevelyan

Eduardo Abad

Realização

Diphusa Mídia Ditial e Arte

SESC

Arte/Cidade

Exposição Galeria Expandida

Curadoria Cristine Mello

Analivia Cordeiro, Ana Paula Lobo, Bruno Faria, Claudio Bueno, Denise Agassi,

Esqueleto Coletivo, Fabiana de Barros, Gilbertto Prado, Lucas Bambozzi,

Regina Silveira, Ricardo Basbaum e Paula Garcia.

Abertura: segunda-feira, dia 05/04/10 às 19h30.

De 5 à 17 de abril de 2010.

Terça a sexta-feira, das 10h às 19h, sábados, das 11h às 17h.

Entrada gratuita.

Luciana Brito Galeria

Rua Gomes de Carvalho, 842, Vila Olímpia, São Paulo, Brasil.

http://www. lucianabritogaleria.com.br/

The Media City, workshop in Amsterdam

From March 22 – April 3, 2010, the Netherlands Media Art Institute and Time Frame will host ‘The Media City’ workshop, dedicated to the exploration of narrative architecture and social interaction on public spaces.

The Media City is a specialized project development workshop for urban projections, taking place in Amsterdam. From March 22 to April 3, eight international artists from Sao Paulo, Lima, Durban, Douala and the Netherlands will be given the opportunity to explore the possibilities of visual programming interfaces for urban facades, and develop their own site specific concept.

The Media City investigates architecture as narrative and social interaction in public space. It is investigating how these specific languages, spaces of cultural meaning, can be translated into media art projects, in which similarities from African and Latin American cities can be found and re-interpreted in Amsterdam.

Architecture plays an important part in the formation of national identities and, hence, the project holds a great potential of allowing artistic examinations into national boundaries, similarities and trans-national visions.

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Participants artists:

Lucas Bambozzi (BR), Gloria Arteaga (PE), Goody Leye (CM), Doung Jahangeer (ZA), Mayura Subhedar (IN/NL), Marnix de Nijs (NL), Edwin van der Heide (NL) and Walter Langelaar (NL). The tutor is: Alexis Anastasiou (BR), Director / VJ of Visualfarm, Brazil

The event includes 3 semi-public lectures. These three evening sessions with artists presentation will try to bring in as much expertise and viewpoints as possible and will foster discussions about the workshop theme among artists, theoreticians, cultural workers and audience. The sessions are interlinked and designed to initiate an ongoing discussion among the participants. The conference language is English.

– Tuesday, March 23, 20:00 – 22:00 : Edwin van der Heide ,Gloria Arteaga, and Doeng Jahangeer.

– Monday, March 29, 20:00 – 22:00: Mayura Subhedar, Goody Leye and Alexis Anastasieu.

– Thursday, April 1, 20:00 – 22:00 : Marnix de Nijs, Lucas Bambozzi and Walter Langelaar.

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more info: http://nimk.nl/nl/the-media-city-workshop

Presenças Insustentáveis, exposição em cartaz

A exposição ‘Presenças Insustentáveis’ é composta por uma instalação que ocupa todo o andar térreo da galeria Luciana Brito, criando um ambiente arquitetônico moldado por projeções de vídeo que modificam lentamente o espaço interior.

maiores informações sobre o projeto: clique aqui!

veja imagens da montagem nos posts do making of:

http://lucasbambozzi.net/2010/03/19/presencas-insustentaveis-mini-mapping/

http://lucasbambozzi.net/2010/03/13/making-of-presencas/

serviço:

de 17 de março a 17 de abril
Luciana Brito Galeria
Rua Gomes de Carvalho, 842
telefones 11 3842 0634 / 3842 0635

http://www.lucianabritogaleria.com.br

Making of Presenças…

Fotos rápidas (de celular) na montagem da minha exposição Presenças Insustentáveis, que abre dia 17 na Galeria Brito Cimino.

vídeos documentando a exposição:

About SPIO [interview to Jose-Carlos Mariategui]

4 questions

Jose-Carlos Mariategui (Peru)

curator of Emergentes at Laboral, Gijon, Spain (2007)


1. Jose-Carlos Mariategui: Do you think your work is in some way connected

to scientific/technological research?   I see your research much more connected to

contexts, in that sense not just to Brazil, but sometimes to global

problematics.  Also something interesting from you is that it can be

impossible to define your pieces as series, all your pieces are different,

which means you are always looking for new things.  How do you start

working, from a more theoretical process?

Lucas Bambozzi: You are right, my work deals with contexts. More than usual it also deals with site and social-specific conditions, which as I see, also point to how one could perceive the particularity of the context around, meaning its social, political and technological environment. In this sense the scientific/technological approach is not the driven motor but it plays a big role in shaping the context. Sure, it also does influence the research  behind the work. It would be risky to affirm that such research is the core of the work, but if we consider the research as a way to establish links between the social reality and the communicational/technological systems, I tend to agree with that. My background are more communication than art, the art I do is permeated with communication.

My pieces are not too different. More than often I use different media to point to the same point (problems or conflicts generated by the introduction of technologies in or society). So it is also not true that I am always looking for new things. I would rather say that I keep looking for the same things (let’s say: the media, mediating tools and communication systems). The problem or the fascinating thing, is that ‘these things’ are changing constantly. For me, to produce a work is not a theoretical strategy, but an observation process.

2. J-CM: I believe you analyze quite a bit the users of the system in the spaces

it is being presented.  In that sense do you ‘tweak’ the installation after

watching the publics’ interaction?  Did you take into consideration the

publics’ interaction with your work to develop new ideas or works?  Did you

sometimes have found that your work is understood by people in a completely

different way?  Do you think that in that context the space of the

museum/galley is the best place to try out and present your projects, or you

think there might be better situated in other types of spaces?


L: I think that some kind of work, specially those involving interactions, are never really finished by the time of its first presentation. This is different from all those assumptions that the public will shape the work as a participant (the co-authorship ideas). I would rather “learn” with the work when I meets the public and its related participations of how to improve it, by expanding or narrowing down its concepts. More in technical sense, my works always demand some tweaking care and I think this is related to the fact that we never have the ideal conditions (time + resources + technologies) for preparing it 100% before the due time to be presented. Among us Brazilians, this is usually considered a sort of syndrome, a typical Brazilian condition. But it does happen in other contexts as well, as some ‘new media’ works do demand some kind of research that can not be conducted without proper support. In my case, even when the work is not being commissioned by the exhibition I took some exhibition’s opportunities as a way to further develop not only some ideas, but also some knowledge on hardware and software.

The museum/gallery space is not really the best place/environment to create, develop and test the work, but surely it can be the best place to tweak and fix the work, as in my case, it will be at the venue that the work will finally gain its ‘living’ condition, relating itself to the existing forces and specific conditions found in the space. However, more than often I have been trying to consider the public spaces as the place for such encounter.

So there are two things, sometimes being mixed up: the space itself, and the conditions proposed by the exhibitors – which would include available spaces. The first thing is more a conceptual issue and the latter is more related to production, financing issues.

In order to better deal with both, I am currently investing some money and time on a sort of atelier in São Paulo. I hope it will make it possible to work by my own, to build things independently from any invitation, without all that known pressure implied by an exhibition time-frame. With little exceptions, producers can help better when they are working for your work, not for the exhibition.

3. J-CM: As for New possibilities, do you think the project has some industrial/

commercial uses and possibilities.  Do you think you can apply some of your

works to more commercial or extended interfaces or ‘products’?


L: Talking specifically about the Spio project, it happened that it was related to an inverted situation. When it was produced and shown for the first time (2004), I wanted to point it directly to the growth of controlling devices and pervasive technologies such as the CCTV cameras, the introduction of RFID tags in ordinary products and the spread of automated and generative systems. It was a way of proposing the discussion of the physical presence of surveillance devices embedded in daily life. However I used a device (Roomba, the robotic vacuum cleaner) that was already absorbed by the industry and commerce. iRobot, the company behind Roomba, was developed like this, with a trajectory rooted in MIT labs and soon gaining a big market in the USA, not only in domestic appliances but also in more ‘sophisticated’ applications that would lead to some controversy, such as military use.

Spio was also inspired by the Fluxus’ and Nam June Paik’s use of irony and humour so as to highlight the contradictions of their time. We notice in Nam June Paik’s works the simulation of high-end techniques with excessive visual effects treatment, with references to science’s utopias such as robots and impossible gears, as well as the use of toys, furniture, domestic appliances or strange engines. Spio refers to some of these approaches,

Funny enough, the Roomba vacuum cleaner has evolved a lot in the last three years. It gained an operating system and a serial port, which allows different ways of programming with C++, Mobile Processing, MacOSX or Linux, via Arduino or Wiring. So it has been recently used as a platform for hacking purposes, driving attention from researchers, artists and potential hackers, from mechatronics, engineering and art fields. There is a book released this year called Hacking Roomba: ExtremeTech (by Tod E. Kurt) that teaches step-by-step many hacking possibilities.

Spio is not listed in the book as a hacking project there, but it could be, as it was really a sort of pioneer project dealing with Roomba (most projects are from 2006/2007). The version being presented at Laboral will feature many possibilities that was not easy to implement in 2004, but will now be possible (the tracking cameras will trigger some responses on the robot itself), improving and sharpening up the original concepts. It is now working under Ubuntu, with Pure Data and it has been very reliable.

Back to your question: No, Spio could not be really applied to commercial field (ate least as a product), as it is exactly the opposite: to bring a product to a different purpose.

As a system that is at the same time a sort of ‘found object’ and a surveillant/surveilled device, it produces confusion and misapprehension. It interfaces ‘nothing with nothing’ and this void may produce strangeness about a device whose functions, tasks or parameters one does not know for sure. It can be seen less as a finished object and more as a hub of linking possibilities.

4. J-CM: You have been quite involved for a long time with elements around

locative media and mobile apparatus. Spio is definitively one of them.

What do you think of the possibilities of locative media, is it that the

media becomes much more context aware or context dependent?  Why it

interests so much to you?


L: Your question implies a sort of conflict: to be more ‘context aware’ is to become more ‘context dependent’? I do not think about it this way, as I think I do both. My two feature films for example, deal with the context (anachronistic situations lead by substitutions in the way people work, the instability of life in the borders) as a result of an approximation, as a consequence to be immersed on a chosen/desired/given environment I do believe that this way we can better understand the context, and by doing so we can improve our lives, by means of real communication.

So, what does it means to become context-dependent? Is it something to avoid?

What I am particularly interested in locative media is that these systems are to be considered naturally immersed in the public environment, and for this reason it is expected that they would help to effectively improve the experience of public life, re-shaping social reality, at least with less mixophobia (a concept proposed by Bauman, as opposed to mixophilia – we already talked about that, remember?). Mobile apparatuses are spread in Brazil in such a big figure: more than 110 millions of registered mobile phones in use. And I am truly interested on the networking capabilities of this phenomenon. Mobile media can be used stupidly, but not only. Instead of just connecting private bubbles (in a one-to-one connectivity), it can potentially empower networking in an effective way, puncturing sealed private environments, broadening relationship to a richer experience. I do expect to see and produce more works dealing with these ideas, as the context it relates to, has been a challenge for us living in mega-cities like São Paulo, where the public spaces has been decreasing so drastically. Spio is still a model for a protected environment, but I am working on a couple of projects in which I want to see these edges widened.

(october 2007)

Restraint

Run>Routine at Restraint exhibition, at Oboro, Montreal, Canada

constraint