MOLA / GRUPO DE ESTUDOS E ACOMPANHAMENTO DE ARTISTAS

Impressão

O projeto MOLA, criado por Lucas Bambozzi e Fernando Velázquez surgiu como uma proposta de realizar encontros semanais, em um formato que se aproximava de um grupo de estudos e de acompanhamento de artistas. A ideia foi juntar interessados em um aprofundamento das questões que envolvem campos como arte, ciência e tecnologia. O nome inicial seria a palavra grega Techné, que etimologicamente remete à técnica do fazer, a uma habilidade manual artística, ou simplesmente arte. Apesar da amplitude de significados sugeridos pelo termo, utilizá-lo com título de um grupo parecia fazê-lo pautado estritamente por abordagens técnicas.
lucas fernando mola

A vontade de flexibilização de possibilidades, de adequação de metodologias de pesquisa a contextos mais ou menos específicos, envolvendo diferentes tecnologias, tanto analógicas como digitais, levou à utilização do termo MOLA para definir as intenções mais abertas e permeadas pelas experiências dos próprios participantes. Foi mais ou menos assim que o MOLA foi pensado, inicialmente junto à galeria Fauna em 2014 e posteriormente como parte da Escola Entrópica, no Instituto Tomie Ohtake a partir de 2015.

Logo tornou-se uma proposta respaldada por encontros sistemáticos, onde a abordagem artística seria pautada por modelos práticos, teóricos e de análise compartilhada. A tradicional metodologia de acompanhamento de artistas acontece no MOLA em um processo de confluência horizontal, refletindo as aulas de Michael Asher na CalArts (módulo de crítica de arte no MFA da California Institute of the Arts), modelo segundo o qual o artista apresenta a sua produção, ou uma obra/processo em particular, gerando uma discussão aberta em círculo. No MOLA, a proposta é associar a leitura e análise coletiva de textos (modelo mais próximo da academia) a práticas criativas, tendo como contraponto o encontro com convidados em um formato palestra-debate. Como elemento de confluência destas interfaces estimula-se a troca de experiências sobre assuntos práticos do dia-a-dia do fazer artístico — e também nas fronteiras do campo da arte. Como sugere o subtítulo, a relação entre arte, ciência e tecnologia é abordada levando-se em consideração também a instabilidade dos meios, as resistências do circuito artístico a nichos tipicamente tecnológicos e outras derivações, geralmente paradoxais e permeadas por inquietações. As questões provenientes desse campo diante do sistema das artes serão enfrentadas em conjunto, em um processo que envolve também a adaptação do programa a questões e demandas que surjam do grupo.

 

Como funciona:

As práticas do MOLA às vezes partes de temas colocadas como desafios para os artistas. Em 2015 foram feitas investigações sobre as sobreposições entre arte e ciência. Os participantes foram estimulados a pensar projetos a partir de três visões: _ ciência popular e acessível, presente em toda parte; _ ciência como ficção, como especulação de futuro, como devir; _ ciência gerando distopia, equívoco, estranhamento, defeito, arte.

Em 2016 serão discutidos textos para propostas práticas em torno do conceito de Imaterialidade, envolvendo também questões suscitadas pelos próprios projetos dos artistas em relação ao tema.

Ao final do semestre há a possibilidade de uma exposição dos trabalhos, mesmo considerando que a maior parte da produção não é conduzida para este fim.

 

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Performance de Vic Von Poser, Herebert Baioco e Fernando TImba, em frente ao Instituto Tomie Ohtake

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Preparação de exposição do grupo MOLA

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Exposição de projetos e protótipos do grupo MOLA. Trabalho de Felipe Julian ao fundo.

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Trabalho de Herbert Baioco

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Trabalho de Fabia Karklin

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Detalhe do trabalho de Fabia Karklin, em exposição de final de semestre do MOLA, junto à Escola Entrópica,

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