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Multitude e outros no Travessias2

Projetos de Lucas Bambozzi na exposição Travessias 2, na Maré, RJ

1) sala com 5 trabalhos (2010-2013), em torno de temas como moradia, especulação imobiliária e a suposta estética da favela.

2) projeção em grande escala com uma nova versão do projeto Multitude (2003): um monte de gente, indagando quem chega. Gravado com ajuda do Observatório de Favelas, na Maré, alguns dias antes da exposição abrir.

Veja slide-show:

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Travessias, na Maré

Gravação de Multitude, versão Maré.

local: Rua Bittencourt Sampaio, em frente ao Galpão Maré

photo (1)

Screen Shot 2013-03-21 at 6.33.08 PM

 

descrição da cena

Início de noite na rua. Um pequeno grupo se forma. São umas 15 pessoas, talvez passantes, pessoas que trabalham na rua e se juntam, olhando em direção à câmera. São pessoas do bairro, estão à vontade no ambiente. Eles estranham a câmera ou o que ela faz ali, o que ela representa, mas sem maiores alvoroços. Essa pequena movimentação atrai outros passantes, e mais pessoas se juntam ao grupo, até formarem uma pequena multidão. Em menos de 2 minutos temos umas 50 pessoas, tentando entender o que se passa diante delas.

Aos poucos, alguns se sobressaem, dão um meio passo à frente, e encaram a câmera de forma um pouco mais inquisitiva, como se perguntassem, “o que vocês estão fazendo aqui?”. Ainda não há perguntas, apenas olhares e expressões que nos mostram: eles estão em casa, à vontade. Mas parece que a câmera [ou todos nós, que estamos atrás dela], incomodam os que estão ali. Eles tem a consciência de que são um grupo, trocam olhares, gesticulam, falam entre si, e nos encaram mais de frente, de forma cada vez mais interrogativa. Apesar de parecerem nos intimidar, não avançam em direção à câmera, percebemos talvez, no máximo, um passo a mais em nossa direção.

Em um momento, vemos três ou quatro deles se exaltarem. Parecem dizer algo, parecem gritar, quase ameaçador, ficam nervosos. Talvez não nos queiram mesmo ali.

Há uma dúvida sobre o que acontece, entre eles e entre nós. Olham para o fundo, acima da câmera. Persiste um olhar interrogativo, desconfiado e desafiador. Sentimos a cumplicidade entre eles. Em um momento estão sérios, em outros riem do que estão vendo. Percebemos essas oscilações. É isso o que vemos, mesmo que não seja visível.

Após algum tempo, alguns convidam outros para irem embora. Alguns puxam outros, estreitando a cumplicidade. Aos poucos, eles vão nos ignorando, mesmo que lancem olhares desconfiados para a câmera. E os grupos vão se desfazendo, a multidão se dispersa. Até que tudo recomeça.

 

projeção

_parede de projeção preta de 8.5 metros de largura, no andar de cima (mezanino) do Galpão Maré. em espaço parcialmente escurecido.

_2 projetores (4:3 nativos) com mínimo de 3.5mil ANSI lumens cada (projetores iguais com a mesma duração das lâmpadas).

 

dados para exposição

 

Título: Multidão [Complexo]

Ano de produção: 2013

Técnica: projeção em vídeo sobre parede pintada de preto

Dimensões da projeção/parede: 8.5m L x 3m A

Projeto viabilizado pela exposição Travessias 2 – Maré

 

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Especulação [video-objeto]

openstudio lucas24

openstudio lucas25

openstudio lucas31

Título: Demolição (provisório)
Ano de produção: 2013
Técnica: projeção em vídeo sobre objeto.

As imagens mostram o dia-a-dia de uma demolição, a desconfiguração da construção e os vestígios que vão restando.
Dimensões da superfície: 30cm P x 17cm L x 14cm A
Conteúdo do vídeo: vídeo em loop com cerca de 4 minutos, exibido de forma continua, com som
Equipamentos que acompanham o trabalho: media-player HD com pico-projetor LED, AC adapter 120-240v.

https://vimeo.com/62176737

 

 

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Bottled Chat: Um casal perfeito

Uma nova versão do trabalho Bottled Chat: Um casal perfeito (De-erre) está em exibição na exposição O Cotidiano na Arte, na Galeria Santander, em São Paulo.

Convite Virtual_expo Cotidiano na Arte_op2JPG (1)

A primeira versão desta pequena instalação foi criada em 2009 e foi mostrada ao público uma única vez.

A documentação pode ser vista nesse vídeo:

 

Título: Bottled Chat: Um Casal Perfeito
Técnica: projeção de vídeo em duas garrafas de vinho
Ano de realização: 2009
Vídeo: de-erre, casal em crise, 4minutos
Atores: Thais de Almeida Prado e Marcus Bastos
Assistência: Paloma Oliveira
Agradecimentos: Larissa Alves e Luciana Tognon

Re-encenação a partir de trecho de Un Couple Parfait, de Nobohiro Suwa, 1995.

 

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BIM – Bienal de la imagen en movimiento

LUCAS BAMBOZZI (BRASIL)

Artista invitado

Lucas Bambozzi

El artista brasilero Lucas Bambozzi presentará sus obras y dará una conferencia sobre el tema Transversalidades de la imagen en movimiento.

Aqui: los invitados y la programación de la BIM.

Transversalidades de la imagen en movimiento

Muestra comentada por el artista, de vídeos e instalaciones (trabajos entre 1988 y 2012) es un relato personal en torno a los pasajes entre el lenguaje del cine, el vídeo, las instalaciones y los nuevos medios.

+ sobre Transversalidades (apresentação em PDF)

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Seeking Silicon Valley – Zero1 Biennial

Under the theme Seeking Silicon Valley, the 2012 ZERO1 Biennial features work by local, national, and international contemporary artists whose work will transform Silicon Valley into an epicenter for innovative art production and public experience.

My participation at Zero1 Biennial happened with an installation called Obsolescence Trimmer, commissioned by the organizers.

The piece is based on a newer version of the installation Mobile Crash (2010) – initially conceived as an immersive audiovisual system (Honorary Mention at Ars Electronica 2010) which is now being updated to employ new ways of reading data and measuring signals in a given environment.

 

A computer algorithm picks the video sequences among the hundreds of short clips available. The rhythmic rate of the clips played vary according to a sensor (actually a cell phone detector) measuring electromagnetic fields in the environment, such as mobile phone calls.

Such invisible signals are the sources for leading the inputs, triggering the system to progressively display the sound and visual sequences in a mash-up style, which can be experienced in real time by the audience.

Similarly to the machine Das Coisas Quebradas (commissioned for the Tecnofagia – Mostra 3M) the installation presented at Seeking Silicon Valley Zero1 Biennial aims to produce an ironic comment about obsolescence issues on the use of technological trends, as the more we consume and use them, the more it renders obsolescence.

 above photo by Karina Smigla-Bobinski

info:

mobile crash v2 [obsolescence trimmer] – 2012

artist: lucas bambozzi

technologial development: Radames Ajna

assistance: Paloma Oliveira and Lucas Gervilla

hardware: customized electromagnetic fields / cell phone detector

Arduino board, macmini

software: Processing

video footage: 240 short clips

local setup: videoprojection and sound

 

 

 

 

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maquina-de-cima

Das Coisas Quebradas

Entre autonomia e fluxo de comunicação :: a rede das coisas quebradas

A instalação “Das coisas quebradas”, trata do fluxo de comunicação que nos rodeia e de sua potencial transformação em dejetos. Somos usuários de um sistema em teste contínuo, que jamais estará pronto. Utilizamos hardwares disfuncionais e nos deixamos regular por redes que cada vez mais avançam sobre nossas vidas. A onipresença da comunicação aumenta e passamos a ser agentes, operadores e reféns desse fluxo. “Das coisas quebradas” é uma máquina autônoma, que toma suas decisões a partir da intensidade dos campos eletromagnéticos que pairam sobre nós. É a simulação física de um mecanismo contínuo, que opera entre as redes e o mundo real, onde a autonomia eventualmente caduca, os princípios se mostram obsoletos e percebemos que estamos na era da Internet das coisas quebradas.

Das Coisas Quebradas é uma instalação-maquina cuja autonomia se vale dos fluxos eletromagnéticos existentes no espaço onde ela é instalada. De forma insistente, dramática e irônica (se essas podem ser qualidades de uma máquina), ela repete a ação de esmagamento de celulares obsoletos ou cujo uso já não é mais desejado.

O projeto converte o espaço informacional que nos rodeia em um sistema “objetificado”, que representa um processo geralmente invisível, de transfor- mação de dados em inutilidade. A máquina tem como input as variações de leitura dos sinais que circulam no espaço aéreo (sinais de Radiofrequencia RF, ou campos/ondas conhecidas como Extreme Low Frequency ELF ou Electric Magnetic Fields), cuja saturação em determinados ambientes pode ser preocupante em vários aspectos.

A partir desses dados, o sistema se acelera e executa movimentos que culminam com uma ação destrutiva dos aparelhos estocados na máquina (ou dispensados pelo usuário), o que para muitos pode representar uma espécie de acerto de contas com o consumismo associado às tecnologias que observamos hoje.

 

Em seu conjunto de relações, o projeto sugere um pensamento crítico a partir de uma condição onde todos são veem responsáveis pela que ocorre nos espaços de circulação pública. Seu funcionamento leva em consideração um fluxo de informação que é produzido coletivamente, em interações entre o público e o sistema que vão além da interatividade imediatista comum à maioria dos projetos de arte digital

Das Coisas Quebradas busca dar conta de determinadas questões reincidentes na obra do artista, tais como: a instabilidade das mídias, as oscilações de linguagem percebidas nos meios de produção técnica de imagem, o caráter anacrônico dos meios audiovisuais em tempos de portabilidade, o con- sumismo e o fetiche ligado aos sistemas tecnológicos. O projeto dá continuidade de certo modo às pesquisas presentes no projeto Mobile Crash (performance audiovisual e instalação interativa), que comenta a constante (e crescente) obsolescência típica das mídias móveis recentes.

A leitura que o sistema faz do espaço aéreo é emblemática, associando por um lado os dispositivos da comunicação interpessoal à produção de obsolescência, mas sobretudo questionando a respon- sabilidade de cada um na formação e sustentabilidade dos chamados ambientes informacionais.

Funcionamento

Um tubo de acrílico com cerca de 2 metros de altura contém centenas de celulares e outros aparelhos de pequeno porte em desuso. Embaixo há uma abertura, uma pequena porta que abre segundo uma rotina que parece pré-definida. Um dispositivo age sobre essa portinhola, que ao abrir, deixa passar a cada momento, um aparelho celular, que cai num nicho que fica sob o alvo de uma grande morsa mecânica.

O sistema tem um ritmo lento e que causa curiosidade. Vários módulos aparecem integrados, explicitando a precisão precária dos movimentos: o mecanismo que empurra e dispensa os celulares, as engrenagens e correntes acionadas pelo motor que move a morsa hidráulica, um nicho de escoamento do material dilacerado. A lentidão obedece a padrões dinâmicos: em um fluxo de visita normal, apenas a cada 3 horas acontece o esmagamento de um dos aparelhos dispensados pelo funil. A partir da leitura do campo eletromagnético no espaço, caso haja um fluxo in- tenso, o sistema se acelera a ponto de aumentar para cerca de 30 aparelhos a cada 6 horas. Caso não hajam conversas ou uso de celular no ambiente, o sistema se detém, operando em ‘slowmotion’.

A cena parece interessante em meio aos destroços dos aparelhos – para muitos, é primeira vez que se vê as entranhas desses aparatos. Ao lado da traquitana, um monitor LCD mostra um gráfico, que mesmo parecendo abstrato à primeira vista, expõe o fluxo das ondas eletromagnéticas no ambiente, nos informando sobre a interação que ocorre no sistema. Uma série de outras informações relativas à leitura da densidade da potência no ambiente (milliwatts por metro quadrado – mw/m2) são escritas na tela, nos permitindo entender o que acontece entre as medições e o funcionamento da máquina.

Através desse componente digital da máquina, podemos saber por exemplo, qual foi o pico dos sinais nos últimos minutos, quando o sistema iniciou as operações e há quanto tempo está em funciona- mento. A idéia é que o sistema ofereça informações detalhadas, como o tempo decorrido desde que foi destruído o último celular, bem como quando vai ocorrer a destruição do próximo. Todo esse conjunto de informações faz parte da intenção de tornar visível algo que não apenas circula na forma de onda, mas que geralmente nos é omitido (numa tentativa de “clareamento” das caixas pretas, como diria Vilem Flusser) visando a abertura de sistemas fechados, que permanecem como herméticos ou como tabus quando se menciona radiofrequência produzida por roteadores, celulares e outros sistemas largamente utilizados à nossa volta.

Como forma de pontuar os eventos e as ações disparadas no espaço, o som relativo ao aumento das intensidades de sinal eletromagnético, bem como a própria ação de esmagamento produzida pela morsa, é amplificado através de um circuito de áudio, que deve envolver um mi- crofone direcional para a captação dos ruídos produzidos durante o esmagamento, bem como pela transformação dos dados visualizados nos gráficos em pulsos sonoros.

Uma série de evidencias (ver links e referências ao final do projeto) nos faz acreditar que o ritual da morsa hidráulica quebrando cada aparelho é algo esperado, desejado por um público que guarda sentimentos ambíguos e contraditórios com relação ao uso de determinadas tecnologias.

O fluxo de comunicação aumenta e passamos a ser responsáveis por esse fluxo. É o espaço que nos rodeia, permeado de consumo, de va- lores, de ideologias, de informação privada circulando em espaço público. Se não nos sentimos ainda responsáveis, deveríamos começar a pensar mais nisso tudo. Os dejetos se acomodam, o lixo desaparece de nossas vistas, quase tudo parece esvair. Até que um novo estrondo ocorra, e percebemos que o incômodo permanece.

 

documentação em vídeo:

 

ficha técnica:

 

Das coisas quebradas, 2012

Máquina de consolidação de obsolescência a partir de campos eletromagnéticos)

 

concepção: Lucas Bambozzi

desenvolvimento tecnológico: Radamés Ajna

montagem e mecânica: Leonardo Ceolin

apoio técnico: Guima San

assistência e produção: Luciana Tognon

> projeto comissionado pela Mostra 3M de Arte Digital

 

ver também página do projeto:  http://www.lucasbambozzi.net/index.php/projetosprojects/das-coisas-quebradas

 

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ON_OFF [curadoria]

texto curatorial:

Som e imagem em busca de um sentido completo.

As experiências com manipulação de imagens em movimento têm uma história que antecede muito o contexto atual. Mas foi o recente encontro com os aparatos digitais que permitiu ao vídeo e ao cinema o exercício mais radical de possibilidades de reprodução, sampleagem, processamento e associações entre imagem e som. Passaram a fazer parte do campo das imagens, os códigos e informações numéricas que podem adquirir inúmeras e novas formas de representação. Tais confluências dos procedimentos digitais com os fenômenos que envolvem a cultura da música eletrônica mudaram de fato alguns paradigmas da imagem em movimento.

Esse encontro entre as tecnologias digitais e a cultura da música eletrônica tem cerca de 15 anos de existência no Brasil. Foi a partir desse contexto que surgiu a cena em torno do que passou a ser chamado de VJing, videoperformance e live act ou cinema ao vivo. É uma cena que já teve muitas fases. Houve momentos de euforia pela novidade, entendimento das linguagens envolvidas, conquista de espaços e definição de circuitos e campos de atuação.

Passados os tempos de afirmação de pioneirismos, já temos uma história mais ou menos bem contada. Por um lado, a prática se profissionalizou e clarearam-se as vertentes de atuação. Houve festas (muitas), lançamentos de compilações, fóruns, listas de discussão, websites, cursos e oficinas. Por outro lado, surgiram novos circuitos, entrecruzando linguagens.

E, assim, nos referimos a um conjunto de experiências audiovisuais ou de espetáculos multimídia que têm sempre algo a ver com outras práticas.  Se as definições são quase sempre antiquadas (tudo que se associa ao termo multimídia, por exemplo, tem algo de cafona) são as imprecisões das mesmas que tornam essa cena sempre carregada de possibilidades interessantes. Ou seja, aquilo que não é exatamente o veejaying ou o cinema ao vivo é sempre mais inquietante do que o que se acomoda nesses termos.

Para o On_Off deste ano foram escolhidas algumas dessas propostas difíceis de serem situadas num campo de práticas mais precisas, seja em torno do audiovisual, seja das próprias práticas envolvidas pelas live images. Vale dizer que a maioria dos nomes que marcaram as cenas mais específicas e as mais expandidas desses circuitos, já passaram pelo evento, em seus oito anos de existência. Não repetir nomes seria difícil. O recorte definido aponta exatamente para as regiões indefinidas.  Próximas do conceito de ruído, tanto da imagem quanto do som, os projetos buscam na distorção, no erro ou nos glitches [falha de sistema] aquilo que permeia a comunicação e a torna imprecisa, mas que podem ser desejáveis no ambiente da música, do cinema e da arte.

Nessa linha, os Antivjs apresentam um espetáculo criado com o mexicano Murcof. Juntos, abrem a mostra com uma obra densa, permeada de ruídos eletrostáticos, mas, ao mesmo tempo, melódica, mínima e apoteótica, sugerindo uma linha a partir da qual variam as demais apresentações. O encerramento fica a cargo de um projeto inédito criado para a On_Off pelo grupo Cão, formado por conhecidos nomes tanto das artes visuais como da performance. O grupo LigaLingha se apresenta pela primeira vez em São Paulo trazendo instrumentos desenhados pelos próprios integrantes e interações e improvisos utilizando interfaces digitais. Caio Fazolin traz Equações, que valendo-se de padrões matemáticos precisos e simples, resulta em ruídos visuais e sonoros intensos. Já o uruguaio Brian Mckern vem à mostra com uma nova versão de Temporal de Santa Rosa, apresentação baseada em interferências elétricas causadas por tempestades.

Do conjunto das apresentações, pode-se falar de uma proximidade entre ruído e sensorialidade, aliterando imagens e sons na essência do que pode ser o cinemático na forma de espetáculo – no que a ideia de espetáculo ainda pode conter de interessante. Ao promover a relação entre planos sensoriais diferentes se configuram como experiências sinestésicas, em possibilidades distintas de atravessamento dos sentidos.

Nas atrações da On_Off, o espaço é dado. Todas as apresentações acontecem na Sala Itaú Cultural, notadamente um teatro. Ainda há muito que se pode fazer dentro dessa arquitetura que se criou como estratégia para aproximar o cinema do público do teatro e da ópera. Potencializando as confluências, as apresentações se fazem também como forma de modular os sentidos estendida a muitos, coletivamente, em um único espaço.

Lucas Bambozzi

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LABMOVEL

Labmovel é um projeto de criação e difusão de trabalhos em várias mídias, em ações que se deslocam pela cidade.

A ideia é trabalhar com mídias móveis em residências de arte, workshops e eventos culturais. Em função de seu caráter nômade, o programa proporciona ambientes temporários, que despertem a curiosidade e maior acesso a situações fora do eixo institucional, favorecendo um cruzamento de origens culturais, sociais e econômicas diversas. A mediação desempenha um papel crucial na interação entre esta estrutura e seu público.

Na foto, os artistas Sander Veenhof (Holanda) e VJ Pixel (SP) em trabalho no centro de São Paulo, na região da Biblioteca Mario de Andrade, onde foi criada uma forma de narrativa a partir de textos inseridos em um sistema de Realidade Aumentada. Esse primeiro projeto do Labmovel foi uma parceria entre o NIMK (Holanda) e o Vivo arte.mov.

Mais informações sobre o Labmovel aqui.

As oficinas já realizadas abordam computação física, desenvolvimento de interações a partir de Arduino e Processing, construção de veículos DIY, videomapping, grafite eletroíonico, e outras formas de uso da tecnologia em espaço público de forma lúdica e descomplicada. A oficina #2, ministrada por Mateus Knelsen utiliza carrinhos de rolimã como plataforma para desenvolvimento de sistemas de transmissão audiovisual de curto alcance. [eflyer abaixo]

 

 

 

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WYSIWYG

WYSIWYG - what you see is what you guess

[o que você vê é o que você supõe]

estréia na mostra do LABMIS, em SP. 

WYSIWYG

 

O vídeo é um registro dos dias passados em Utrecht, por ocasião de uma residência artística na cidade (entre julho e agosto de 2011). As construções visuais refletem alterações da percepção cultural das paisagens e dos lugares-comuns da Holanda. Na medida em que as aparências cedem lugar ao envolvimento com os ambientes, as cenas fazem oscilar as certezas entre as coisas visíveis e as imaginadas, em detalhes subtraídos ou adicionados às imagens.

O vídeo reflete o tema do Festival Impakt em 2011, The Right to Know [O direito de saber], que aborda novas nuances do conceito de privacidade em tempos de WikiLeaks e sistemas de comunicação onipresentes.

 

 

 

title: WYSIWYG [what you see is what you guess]

format: video, full HD, stereo,

length: 20 minutes

 

Criação, edição e direção: Lucas Bambozzi

Design sonoro: Caio Bonvenuto

Pós produção: Paloma Oliveira

 

Viabilizado pelo programa de residência LabMIS, São Paulo / Impakt Festival, Utrecht, Holanda – 2011

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Ruído de Fronteira

Entre 11 e 27 de novembro de 2011 o Festival arte.mov e o Eletronika organizaram juntos uma exposição chamada Ruído de Fronteira, a partir de conceitos que intercedem os dois eventos.

 

A exposição foi uma experiência muito valiosa no sentido de buscar questões em torno da idéia de ruído, (noises, glitches, artefatos e outras “imperfeições” que sempre permearam as mídias analógicas e hoje também aparecem de diferentes modos nas mídias digitais.

A idéia principal foi demonstrar que o ruído, em suas várias manifestações, já não mais se contrapõe à informação, mas é parte desejada dela. As obras escolhidas, sejam sons ou imagens, já não fazem parte dos domínios conhecidos de alguns anos atrás.

Os artistas participantes da exposição foram Amor Muñoz, Goran Skofic, Janaina Mello + Daniel Landini, Lea Van Steen, Luiz Duva, Ricardo Carioba, Timo Kahlen, Varvara Guljajeva + Mar Canet Sola. Juntamente com a mostra autdiovisual, performances e os debates entre convidados o corpo de obras e conceitos formados nesse conjunto foi surpreendente. Com origens em países tão diversos como Alemanha, Croácia, Espanha, Estônia, Grécia, México, Taiwan, Uruguai e Brasil, foi interessante notar o quanto os artistas contrapõem um fluxo hegemônico, em um eixo diagonal (colateral talvez), introduzindo novas nuances – ruídos desejáveis – no ambiente digital da media arte. Nessas novas perspectivas de organização já não cabem mais a geografia oficial ou a noção de periferia-centro. Há, talvez, o indício ou o impacto de uma reconfiguração da ordem econômica, onde novas possibilidades de diálogo se estabelecem, expandindo a noção de fronteira, onde se absorvem também as zonas de indefinição ou ruído.

Mais informações sobre a mostra aqui:

O catálogo não ficou pronto para os dias do evento mas foi distribuído em cartões SD gratuitamente e pode ser baixado ou visualizado aqui!

 

FICHA TÉCNICA

Curadoria Ruído de Fronteira (exposição e mostras): Lucas Bambozzi

Curadoria performances audiovisuais: Rodrigo Minelli

Produção da exposição Ruído de Fronteira: Caroline Ramos

Produção técnica e audiovisual: Erick Ricco

Produção de mostras audiovisuais: Samuel Marotta

Produção fórum de debates: Nina Trevisan

Identidade visual e design gráfico: Hardy design

Projeto Expográfico e ambientação: Mach arquitetos

Produção executiva Eletronika/Vivo arte.mov: Aluizer Malab

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MAM – Bahia

[do blog do MAM-BA]

Museu de Arte Moderna da Bahia exibe, de 01 a 11 de dezembro, em ocasião da quarta etapa do projeto Networked Hack Lab, a instalação Pêndulo, do premiado videoartista Lucas Bambozzi. O Pêndulo foi montado pela primeira vez em 2005 no Centro Cultural Banco do Brasil, de São Paulo e recentemente no México. A obra é um objeto suspenso em forma de pêndulo que projeta imagens de acordo com os ruídos do ambiente. Na versão planejada para Salvador, as imagens projetadas representam situações locais.

Um dos principais expoentes da vídeoarte no Brasil, Bambozzi é o criador e curador do Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis e do Vivo arte.mov, que acontece desde 2006 em diversas capitais do País. A abertura da exposição acontece no dia 30 de novembro, às 20h.

fotos e registros da etapa anterior, em Cachoeira:

http://www.flickr.com/groups/hacklabbahia/

 

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Finalista, agora premiado!

Lucas Bambozzi é artista premiado na categoria meio de carreira.

Em cerimônia realizada no Museu da Imagem do Som de São Paulo (MIS_SP), em 3 de outubro, foram anunciados os artistas contemplados pelo 9º Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia. Com curadoria de Giselle Beiguelman, esta edição distribuiu 4 Prêmios para artistas em Início de Carreira e 2 Prêmios para artistas em Meio de Carreira.

Os participantes em Início e Meio de Carreira foram selecionados a partir de 352 portfólios inscritos entre maio e agosto de 2011. Os portfólios foram submetidos à duas comissões que elegeram por unanimidade 12 finalistas e, entre eles, os 6 artistas contemplados. Adriana Amaral (RS), Clarissa Diniz (PE), Eduardo Jesus (MG), Marcos Boffa (SP) e Priscila Farias (SP), integraram a Comissão de Seleção; Claudia Assef (SP), Cícero Silva (SP), Ivana Bentes (RJ), Tadeu Chiarelli (SP) e Tiago Mesquita (SP), formaram a Comissão de Premiação [+ info no site do Instituto Sergio Motta]

baixe o catálogo aqui! [portuguese with english texts]

Comentário colateral:

É a segunda vez que sou contemplado com o prêmio. A primeira foi em 2003, quando o ISM oferecia bolsas para a realização de projetos. Naquela ocasião o Prêmio foi viabilizador da instalação e do DVD-Rom O Tempo Não Recuperado.

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Revista CIBERTRONIC

CIBERTRONIC [ www.untref.edu.ar/cibertronic ] es la revista on line de Artes Mediáticas de la Universidad Nacional de Tres de Febrero. Dirigida por Sara Fried, ofrece un panorama muy interesante de arte electrónico y digital contemporáneo.

La sesión Galería de la edición de julio esta dedicada a una selección de trabajos de Lucas Bambozzi.

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O espaço entre nós e os outros [Revista Isto É]

Bambozzi: retrospectiva no México

Lucas Bambozzi – O espaço entre nós e os outros/ Laboratório de Arte Alameda, Cidade do México

Nina Gazire

Entre os artistas da geração formada na década de 1990, Lucas Bambozzi está entre os mais atuantes e influentes pesquisadores das possibilidades artísticas das novas mídias. Trabalhou com diferentes tipos de suportes, desde os mais tradicionais – como o cinema – até os mais recentes, como a robótica. Atualmente, realiza sua primeira retrospectiva internacional no Laboratório de Arte Alameda, localizado no centro histórico da Cidade do México. Com curadoria de Christine Mello, a mostra abarca 20 anos de sua carreira, com obras produzidas entre 1992 e 2011, sendo que 12 delas são instalações e oito são obras em vídeo e cinema. “O importante dentro da mostra é perceber como as poéticas dos trabalhos foram mudando ao longo dos anos”, afirma Christine Mello, que trabalhou na seleção das obras em conjunto com o artista.

Com o título de “O Espaço entre nós e os outros”, o eixo da seleção curatorial está nas relações de poder entre o macro e o micropolítico, questões predominantes da obra de Bambozzi. Para o artista, problemas como a sociedade de controle e as mudanças geopolíticas aceleradas pelos novos meios de comunicação são questões políticas que se dão em sociedade, mas que igualmente atingem o indivíduo em seus espaços mais íntimos. Pensando nisso, toda a exposição foi montada de acordo com as características particulares do local expositivo, já que o edifício foi construído em 1571 para abrigar um convento. Um exemplo é a obra “Pêndulo” (foto), que foi montada pela primeira vez no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, em 2005. Na obra, um objeto suspenso em forma de pêndulo projeta imagens de acordo com os ruídos do ambiente. Mas, na Cidade do México, que foi fundada pelos astecas sobre um lago – e por isso está afundando –, o Pêndulo de Bambozzi se encontra torto. “Esse foi um tipo de equalização muito interessante, já que essa questão política e histórica acaba por ser incorporada ao trabalho. Por estar torto, ele se torna a medida dessa característica da cidade e provoca o público visitante”, explica Lucas Bambozzi, que desde janeiro mantém um blog com toda a documentação da montagem e atividades educativas da mostra.

a exposição terminou no dia 12/06/2011

veja documentação parcial da exposição aqui [Picasa]

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Alternative Now: WRO Media Art Biennale 2011

My installation Mobile Crash is participating at  the 14th WRO Media Art Biennale

The WRO Media Art Biennale, established in 1989, is an international forum for new media art and digital culture held in Wrocław, Poland. WRO’s forthcoming 14th edition starts on May 10th 2011.

WRO 2011: Alternative Now program of exhibitions, screenings, lectures, performances and events in public space will highlight individual artistic stances and strategies that keep a deliberate distance from the institutionalized mechanisms and standardized expectations of the art world.

Artistic director: Piotr Krajewski

participating artists include:
Adam Abel / Cecile Babiole / Lucas Bambozzi / Daniel Bisig + Tatsuo Unemi / Skip Blumberg / Piotr Bosacki / Candice Breitz / Pauline Brun / David Bowen / Anna Caban / Robert Cahen / Dorota Chilińska / Seoungho Cho / Cécile Colle + Ralf Nuhn / Marzena Czaniecka / Megan Daalder / Sharon Daniel / Mariusz Dański / Antonin De Bemels / Anouk de Clercq / Jaś Domicz / Alfred Dong / Marco Donnarumma / Kazuhiro Goshima / Mihai Grecu / gruppefisch / Yolande Harris / Ichiro Higashiizumi + The Moonbell Creative Team / Joanna Hoffmann / i inni / incite/ Paweł Janicki / Karl Heinz Jeron / Pierre Jodlowski / Agnieszka Maria Kałwińska / Istvan Kantor / Jarosław Kapuściński / Kashanti / Zohar Kfir / Barbara Konopka / KOT / Igor Krenz / Ulf Kristiansen / Bryan Lauch + Petra Pokos / Lia / Andriy Linik / Dawid Marcinkowski / Masbedo / Patrycja Mastej + Marcin Augustynowicz / Sławomir Milewski / Justyna Misiuk / Nicolas Provost / Krists Pudzens / Wojciech Pustoła / Mateusz Sadowski / Marek Ranis + Jonathan Case / Johanna Reich / Enrique Radigales / Alessandro Rolandi / Butch Rovan / Julika Rudelius / Zbigniew Rybczyński + Dorota Zgłobicka / Hua Kuan Sai / Manuel Saiz / Oleksiy Say / Antoine Schmitt / Semiconductor / Eric Siu / Aleksandra Ska / Robert Skrzyński / Dominika Sobolewska / STELARC / Maciej Stępiński / Yuichiro Tamura / Keiko Takahashi / TheGreenEyl / Georg Tiller / Maria Ewa Toboła / Peter Tscherkassky / Soft Turns / Ubermorgen.com / Fernando Velázquez / Hongxiang Zhou / Daniel Zimmermann / Alicja Żebrowska
The lectures and talks include speakers such as Lev Manovich, Edward Shanken, Erkki Huhtamo, Yukiko Shikata, Joasia Krysa, Łukasz Gorczyca, Geoff Cox, Monika Bakke and Christian Ulrik Andersen.

My special thanks to Paweł Janicki, Agnieszka Kubicka-Dzieduszycka, Ricardo Palmieri and Roger Sodré

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ISEA2010 RUHR Exhibition

Mobile Crash is being on exhibition at ISEA 2010, the 16th International Symposium on Electronic Arts. This year it happens in Dortmund, Ruhr, in Germany

Fri 20 August–Sat 5 September 2010

More than thirty international artists and artist groups urge visitors to the exhibition into new perspectives on environmental issues, questions of identity and discussions about the ever-present social-media. What does a human hair sound like? Which sight will capture your imagination? Who sets the rules in the digital world?

The ISEA2010 RUHR presents outstanding contemporary works of international media art and the current position of artistic entanglements with science and technology. It offers an overview of the most pressing issues and topics in media art.

With works by: Siegrun Appelt (at)Lucas Bambozzi (br)Aram Bartholl (de)BCL (at/jp)Natalie Bewernitz & Marek Goldowski (de)Daniel Bisig (ch) & Tatsuo Unemi (jp)Juliana Borinski (br/de),Martin John Callanan (gb)Işıl Eğrikavuk (tk)Verena Friedrich (de)Terike Haapoja (fi)Aernoudt Jacobs (be)Márton András Juhász & Gergely Kovács & Melinda Matúz & Barbara Sterk (hu)Yunchul Kim (kr)Thomas Köner (de)Mariana Manhães (br)Soichiro Mihara & Kazuki Saita & Hiroko Mugibayashi (jp)Krists Pudzens (lv)Christopher Salter (qc/ca)Bill Seaman (us)Sašo Sedlaček (si),Mark Shepard (us)Charles Stankievech (qc/ca)Vladimir Todorovic (rs/sg)Bruno Vianna (br)Ei Wada (jp)Herwig Weiser (at)You Must Relax (ee)Norah Zuniga Shaw (us)

Most of the works are presented in the Dortmund Museum for Art and Cultural History. The works engage with topical themes such as climate change and the deconstruction of identity concepts.

A particular focus on new productions from Brazil is presented as part of the Latin American Forum produced jointly with the Sergio Motta Institute. The works by Lucas Bambozzi, Mariana Manhães and Bruno Vianna were selected by the institute’s artistic director Giselle Beiguelman.

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Mobile Crash recebe Menção Honrosa no Ars Eletronica

A instalação interativa Mobile Crash recebe Menção Honrosa no evento mais importante do mundo dedicado às chamadas novas mídias. Sediado em Linz, na Áustria o Ars Eletronica distribui prêmios e distinções anuais.

Mobile Crash ainda não foi apresentado no Brasil, mas apenas na exposição Geografias Celulares, em suas edições na Argentina e Peru.

Receber esta distinção é mesmo um incentivo a continuar produzindo instalações dessa natureza, que exigem ajustes e cuidados bastante complexos na sua montagem, algo nem sempre bem visto pelas instituições ou espaços expositivos que se dispõem a abrigar projetos envolvendo interatividade. Mobile Crash foi desenvolvido com a ajuda de Ricardo Palimieri, Roger Sodré, Paloma Oliveira e Lucas Gervilla, emprega software livre (Ubuntu, Pure Data, e openFrameworks) e é uma sistema robusto: em seus 3 meses de exibição na Argentina e quase 4 em Lima, não houve notícia de problemas técnicos ou definciência no funcionamento.

O ambiente criado pelas 4 projeções em grande escala, pelo detector de vetores e pelos ruídos disparados a partir das interações cria um conjunto envolvente, que incita uma participação ‘aditiva’ que tem se mostrado catártica e ao mesmo tempo aponta para um pensamento mais crítico com relação ao consumo e à obsolescência de aparatos tecnológicos nos dias de hoje.

Enquanto o projeto não é mostrado por aqui, vamos preparando sua exibição em pelo menos duas exposições na Europa neste ano: no ISEA na Alemanha e em mostra justo ao próprio Ars Eletronica.

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Veja a lista dos demais premiados no Ars Eletronica aqui:

Mais informações sobreo  Mobile Crash nos seguintes links, a partir deste blog:

Descrição do projeto, vídeos e ficha técnica:

http://lucasbambozzi.net/projetosprojects/mobile-crash/

http://vimeo.com/10054233

http://vimeo.com/10053739

Geografias Celulares no Peru

http://lucasbambozzi.net/2010/02/27/mobile-crash-em-lima-peru/

Artigos na imprensa entre Argentina e Peru

http://lucasbambozzi.net/2009/11/22/los-mapas-del-futuro-desde-argentina/

http://elcomercio.pe/noticia/462399/se-puede-hacer-arte-celular

http://centro.fundaciontelefonica.org.pe/geo_celulares_intro.htm

Comentário de Lorea Iglesias @ Mobile Art blog

http://artismobile.wordpress.com/2010/05/23/mobile-crash-creacion-destructiva/

Sobre Das Coisas Quebradas

Entrevista de Lucas Bambozzi a Giselle Beiguelman a respeito da participação de DAS COISAS QUEBRADAS na exposição Tecnofagias – Mostra 3M de Arte Digital (agosto/setembro de 2012)

Giselle Beiguelman: Como você relaciona a obra que expõe na Mostra Tecnofagias com o conjunto da sua obra? (Você diria que ela dá continuidade a questões presentes em outros projetos? Quais? Ou esse é um projeto particu- lar ou que marca uma novo direcionamento em seu trabalho?)

Lucas Bambozzi: O projeto “Das Coisas Quebradas”, é de fato a continuidade de um ou mais projetos anteriores – sendo um deles a instalação Mobile Crash (2010 – que obteve menção honrosa no Ars Electronica 2010). Executar o desdobramento dos trabalhos que o antecedem é uma oportunidade de aprofundar em tecnologias e questões que permeiam um percurso anterior — e são exemplares as curadorias que não apenas dão atenção a esse processo mas disparam novas possibilidades.

Me parece que alguns projetos demandam essa continuidade, como se não se resolvessem em uma única proposta. E acho também que, revendo um certo percurso, vejo que não persigo muitos temas, havendo um alinhamento de meus projetos entre uma meia dúzia de questões, que continuam a se renovar, em função das mídias que se en- trecruzam, dos ‘memes’ que se contaminam, da Internet que sai pra fora da rede e nos impacta em outros âmbitos. Mas também em função de uma necessidade pessoal de revisitação de questões, a partir de um amadurecimento diante dos temas. Algumas dessas questões são reincidentes e suas possíveis palavras-chave seriam: intimidade, sociabilidade, mediação, vigilância, controle, privacidade, precariedade, obsolescência, baixa resolução, engenharia reversa,

GB: A mostra deste ano tem como tema Tecnofagias; Ciência de Ponta/ Ciência de Garagem. Como você se posiciona em relação a essa abordagem? Como vê o seu trabalho nessa perspectiva?

LB: Poderia dizer que essa abordagem se cruza com alguns dos temas mencionados [pergunta anterior] que venho perseguindo, ou sendo vítima, de tempos em tempos. Na ambivalência entre ciência de ponta e ciência de garagem, sempre me afinei mais com as perspectivas de quem está dentro da garagem. Em tempos de euforia diante dos vídeos da alta resolução, permaneci buscando as estéticas associadas à baixa resolução. Diante das expectativa de alargamento das bandas de internet, segui buscando formas de uso das conexões mais lentas, em formas que demandariam menor tráfego. Diante do cinema 4k venho ainda acreditando na profusão de telas pequenas ou na redistribuição das bandas em canais que representem maior número de produtores.

Dentre outras intersecções que me ocorrem, entre o tema e minhas próprias conexões, lembro que em 2005 fui um dos organizadores do festival Digitofagia (http://digitofagia.midiatatica.info/), que propunha colocar foco na emergência desse contexto. Como dizia na época o saudoso pesquisador e tecnólogo autodidata, Ricardo Rosas (mentor do Digitofagia) as práticas endêmicas no Brasil incluem a precariedade, a gambiarra e a apropriação tecnológica.

Se até então Ricardo reclamava não haver uma teoria que contemplasse tais práxis, o tema Tecnofagias endossa o corpo de um pensamento hoje mais visível, que continua a crescer em pertinência.

GB: Com relação ao Brasil, você se definiria como um artista brasileiro, porque nasceu e/ou desenvolve seu trabalho no Brasil, ou porque identifica alguma característica em seu trabalho que o particulariza como tal? (Seja qual for sua resposta, esclareça sua posição).

LB: Sou brasileiro a ver o mundo dessa perspectiva peculiar, meio enviesada e meio de esguelha, precária às vezes, em vários aspectos. Não busco essa condição por estratégia, nem acho que há arquétipos desta natureza no que faço. Mas a sensação de estar à margem me é familiar, está de fato presente, independente das teorias. E já ficou muito atrás o tempo em que evitava tal caracterização.

Por outro lado, cheguei a iniciar trabalhos fora do país que a princípio não tinham uma relação com uma condição associada o Brasil. Mas em algum momento as abordagens acabam se aproximando, tendo temas ou estéticas como atratores. Ou se aproximam os contextos, tendo em vista os deslocamentos culturais ou os efeitos da globalização.

Bienal Zero1 2012 – últimos dias!

Últimos dias para ver a instalação Mobile Crash v2: “Obsolescence Trimmer” na Bienal Zer01. A exposição é a principal mostra do evento que acontece entre 12 de setembro e 08 de dezembro sob o tema Seeking Silicon Valley, e investiga a “cara”e o contexto que permeiam a emblemática região do Vale do Silício, na California. A instalação faz uma leitura do uso de celulares no espaço da exposição e dispara sequencias de vídeos de acordo com a intensidade medida. O  trabalho mescla recursos e conceitos utilizados em Mobile Crash (2009) e Das Coisas Quebradas (2012), com o diferencial de que esta versão convida mais ao silencio e à não-interação do que ao disparo de ações (sugerindo que as pessoas não utilizaem os celulares no espaço, uma vez que a profusão de imagens e sons gerados chega a ser bastante intenso. A exposição acontece em San Jose, que fica a cerca de 30 minutos de San Francisco.

A lista de artstas participantes

Christopher Baker - Murmur Study (2009)

Lucas Bambozzi Mobile Crash v2 [obsolescence trimmer] (2012)
Aram Bartholl 
Dead Drops (2010 – present)

Nelly Ben Hayoun International Space Orchestra (2012)
Maurice Benayoun 
Tunnels Around the World (2012)
Persijn Broersen & Margit Lukács 
Time and Again (2011)
Shu Lea Cheang 
Baby Work (2012)
Frederik De Wilde 
Scan, Hostage prototype 1.0, V01D-1 (2010/2012)
Gambiologia
 - Gambiological Armor (2008/2012)
Christopher Haas 
Discovery - the 2012 ZERO1 Biennial exhibition design
Lynn Hershman Leeson 
Present Tense (2012)
Wendy Jacob 
Squeeze Chair (Blueprint) (2012)
Eduardo Kac
 - Aromapoetry (2011)
Pe Lang 
Moving objects | nº 692 – 803 (2012) and Falling objects | positioning systems (2009-2012)
Jae Rhim Lee 
Decomp Me (2012)
MeatMedia 
Brain Station 2 (2012)
Michael Najjar 
nasdaq_80-09 (2008-2010)
Marisa Olson 
Star Trek TNG/TLG (2011)
Karina Smigla-Bobinski 
ADA (2010)
Hojun Song 
Open Source Satellite Initiative – the first launching (2008 – present)
Stamen Design 
The City from The Valley (2012)
Stephanie Syjuco 
FREE TEXT: The Open Source Reading Room (2012)
Thomas Thwaites
 - The Toaster Project (2010)
Jegan Vincent de Paul 
Compare+Contrast:Codes of Conduct (2012